Thiago Kazu (quarta), Lex (sexta) e André Toso (domingo) estão produzindo uma revista de ficção digital. Quem tiver interesse, fique à vontade para mandar seus textos.

 

“O IMPERADOR VOLTOU.” Nos últimos dias, essa foi a novidade mais comentada no mundo futebolístico. Não li em lugar algum: “até quando vai durar a VOLTA DO IMPERADOR?” Se pesquisarmos seu histórico, talvez até a próxima carência afetiva ou surto. Vai saber. Sinceramente, para mim, não faz diferença alguma ele voltar, jogar para o Campeão dos Campeões, para o Rubro Negro ou para o time de várzea de Piraporinha. Tanto faz. O acontecimento recente é mais adequado para definir o set list: bandas e cantores consagrados que voltaram à mídia.

01 – Arctic Monkeys – Brick By Brick

Primeiro single de Suck It And See, disco que será lançado em junho. As referências são David Bowie, em início de carreira, e Marc Boland, do T.Rex. A banda não fez esforço algum para divulgar a música, apenas disponibilizou o clipe no site oficial e deixou para os fãs a missão de divulgá-lo no facebook, twitter etc etc etc…

02 – Beady Eye – Wind Up Dream

Banda dos quatro ex-Oasis, sem Noel Gallagher. A grande diferença para a atual é que todos participaram no processo criativo. Algumas músicas de Different Gear, Still Speeding lembram o passado mas não chegam a ser cópia. Ele tem sido meu disco de cabeceira.

03 – Foo Fighters – Rope

Wasting Time foi produzido por Butch Vig, responsável pelo clássico Nevermind, do Nirvana. O lançamento em abril também comemora a volta de Pat Smear na guitarra. The Colour and the Shape, de 1997, foi o último com sua participação.

04 – The Strokes – Metabolism

Depois de cinco anos sem inéditas, quatro projetos paralelos envolvendo seus integrantes, e duas datas de lançamento adiadas, The Strokes volta com Angles. Para a felicidade de nós, fãs, o disco vazou para a internet.

05 – REM – Mine Smell Like Honey

Tanto na aparência como em letras, Mike Stipe envelhece com dignidade em Collapse Into Now. A fase rock’ n’ roll resgatada em Accelerate, de 2008 relembra os anos de Bill Berry, baterista que trocou a rotina de shows pela rural após turne de New Adventures in Hi-Fi, em 1996.

06 – PJ Harvey – The Words That Maketh Murder

As letras de Let England Shake abordam as guerras das quais a Inglaterra participou. Quando PJ Harvey participou de The Andrew Marr Show, exibido pela BBC, o ex-primeiro ministro britânico Gordon Brown era um dos entrevistados. A música apresentada foi The Words That Maketh Murder, o que causou “saia justa.”

“I’ve seen and done things I want to forget
I’ve seen soldiers fall like lumps of meat
blown and shot out beyond belief
arms and legs were in the trees

I’ve seen and done things I want to forget
coming from an unearthly place
longing to see a woman’s face
instead of the words that gather pace
the words that maketh murder

these, these, these are the words
the words that maketh murder
murder…”

07 – Radiohead – Little By Little

Sem aviso prévio, a banda escolheu 19 de fevereiro, sábado, para lançar o oitavo disco de estúdio, mas na sexta-feira ele já estava disponível no site oficial. A justificativa foi: “É sexta-feira. É quase final de semana. É lua cheia. Você pode baixar The King Of Limbs agora se quiser. Obrigado a todos por esperar. Tenham um bom final de semana, onde quer que vocês estejam.”

08 – Gorillaz – Revolving Doors

The Fall, lançado em dezembro de 2010 apenas no formato digital, carrega o título de ser o primeiro disco gravado em iPad. No formato físico ele chegará às lojas em abril. As músicas foram registradas durante a turnê americana da banda.

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dunkin dognuts e hellozilla por ZILEX – use sua camiseta ao máximo
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Lex publica seu podcast às sextas-feiras no Sete Doses

AGUARDE O NOVO SETE DOSES… EM BREVE.

Show Samba pede passagem

Show Samba pede passagem

 

O programa que apresento hoje traz uma boa nova. A partir da semana que vem, sob a nova fase do projeto idealizado por André Toso, o Setedoses  estará de cara nova, com novos parceiros e dizeres.

Mudanças no layout e a adição de novos conteúdos. Aos que escutam esse podcast, espero e quero trazer um conteúdo mais elaborado, com o melhor da música popular brasileira.

Peço a todos que passem por esse post, que comentem com sugestões, reclamações, ideias e causos para tratarmos aqui no áudio.

Além das novidades e melhorias, buscarei recompor programas que no passado ficaram por um fino e vazio conteúdo, ou seja, a cada 15 dias, o Podcast do Grito receberá um novo capítulo em sua história e terá um salto na qualidade do que já foi postado.

Para essa semana, converso com o passado, com a redenção. Um show de sucesso onde O samba pede passagem, idealizado por Sérgio Cabral, juntamente com Oduvaldo Vianna Filho e Armando Costa.

Ouçam esse disco, gravado em 1965 em homenagem a Noel Rosa, com participações mais que especiais de Aracy de Almeida, Ismael Silva, Grupo Mensagem, MPB 4 e muito samba de qualidade.


 

Show Samba Pede Passagem – Aracy de Almeida e Ismael Silva
1 – Polêmica Wilson Batista vs Noel Rosa
Lenço no pescoço (Wilson Batista) canta MPB-4
Deixa de arrastar (Noel Rosa) canta Aracy de Almeida
Mocinho da Vila (Wilson Batista) canta MPB-4
Palpite infeliz (Noel Rosa) canta Aracy de Almeida
Frankstein da Vila (Wilson Batista) canta MPB-4
Feitiço da Vila (Noel Rosa – Vadico) canta Aracy de Almeida
2 – Pout Porri Ismael Silva
Vem Chegando Ismael (Padeirinho – Leléu – Jorge Zagaia – Bidi) cantam Os Partideiros
Eu agradeço (Ismael Silva) canta Ismael Silva
Nem é bom falar (Ismael Silva – Nilton Bastos – Francisco Alves) canta Ismael Silva
Antonico (Ismael Silva) canta MPB-4
Ao romper da aurora (Ismael Silva – Lamartine Babo – Francisco Alves) canta MPB-4
Que será de mim (Ismael Silva – Nilton Bastos – Francisco Alves) canta Ismael Silva
Adeus Adeus (Ismael Silva – Francisco Alves – Noel Rosa) canta MPB-4
Me diga teu nome (Ismael Silva) canta Ismael Silva
Para me livrar do mal (Ismael Silva – Noel Rosa) canta MPB-4
Se você jurar (Ismael Silva – Nilton Bastos – Francisco Alves) cantam Ismael Silva e MPB-4
A razão dá-se a quem tem (Ismael Silva – Noel Rosa – Francisco Alves) cantam Ismael Silva e Aracy de Aracy de Almeida
3 – Três apitos (Noel Rosa) canta Aracy de Almeida
4 – Fita amarela (Noel Rosa) canta Aracy de Almeida
Só pode ser você (Noel Rosa – Vadico) canta Aracy de Almeida
5 – Sonho de Carnaval (Chico Buarque) canta MPB-4
6 – Urubu malandro (Lourival de Carvalho “Louro” – João de Barro) interpreta: Carlos Poyares
7 – Samba do Povo (C – Castilho – A – Costa) canta MPB-4
8 – Homenagem a Velha Guarda (Sivuca) interpreta: Carlos Poyares
9 – Brincadeira de Angola (Sergio Ricardo – Francisco de Assis) canta MPB-4
10 – Arquitetura de pobre (Edgar Barbosa – Joacyr Santana) canta Conjunto

Fernando Macedo publica seu podcast às segundas-feiras para o Sete Doses

– Com a minha mãe eu gosto de mexer também. Nós somos 5 irmãos, né? Aí às vezes eu pergunto pra ela – de sacanagem, né? – na frente de todo mundo: mamãe, você não tem vontade de ir pra um asilo? A senhora deve tá de saco cheio da gente. Eu conheço um lugar muito bom, a senhora fica tranqüila, pode descansar em paz, com um monte de gente pra olhar por você o tempo todo.

– Coitadinha, ela sempre diz que, por ela, não tem problema, que tudo bem. Rapaz, os meus irmãos brigam muito comigo. Imagina, seu desalmado! Fazer isso com a mamãe! Mesmo velhinha do jeito que tá, não dá trabalho pra ninguém! Tá lúcida, boazinha, com 83 anos!

– E eu sou o mais velho, né? O único que já tem mais de 60. Eu respondo sempre: olha! Fala com respeito comigo, que eu já sou idoso! Ué, daqui a pouco eu vou estar velhinho também. Eu mesmo acho uma boa idéia me colocarem num asilo.

– Claro que é só brincadeira. Fui eu que criei a divisão pra todo mundo cuidar da mamãe, depois que ela começou a precisar de mais atenção. Uma irmã nossa tava desempregada, né? Então eu reuni a família e a gente combinou de os outros irmãos pagarem um salário mínimo pra ela ficar com a mamãe durante a semana. E, nos finais de semana, os outros revezam. Cada vez a mamãe fica na casa de um. Dá certinho um mês pra ver todo mundo.

– Assim que a gente terminou de acertar essa divisão eu disse que as visitas de fim de semana iam ser muito boas para a mamãe. Assim ela podia limpar a casa, cozinhar, lavar roupa, passar. Eu disse que trabalho não ia faltar, e ela se sentia bem fazendo alguma coisa. Ah, meus irmãos foram logo ralhando comigo de novo! Imagina, botar a mamãe, com 83 anos, pra bater roupa no tanque, servir de faxineira! Lógico que é brincadeira. Em casa às vezes ela cozinha alguma coisa, varre o chão, mas é só porque ela pede, pra se sentir útil mesmo. Eu não deixo ela fazer nada pesado.

– Lá em casa eu também conto historinha pra ela. Sempre história com mãe ou avó. Ela fica brava que só. Eu começo logo assim, todo com jeitinho, falando que nem criança mesmo: mamãe, vou começar a historinha de hoje, tá? A vovó foi levar o netinho Joãozinho no zoológico. Eles foram ver o casal de macaquinhos, o casal de girafas, um monte de bichos. Até chegarem no casal de tigres. E o tigre tava lá, né, em cima da tigresa. A vovó, quando percebeu, tapou logo os olhos do menino e saiu de lá. Mas claro que o Joãozinho perguntou o que é que os dois tavam fazendo. A vovó explicou que a tigresa colocou o tigre em cima das costas pra ajudar ele, que ele tinha machucado a pata. Aí o menino respondeu: ah vovó, bem que o papai tava reclamando outro dia que quem tenta ajudar os outros só toma no cú!

– Ah, aí a mamãe fica doida! Ah, seu safado, boca suja! Não tem vergonha de ficar falando essas coisas pra sua mãe, seu desgraçado? Você vai é pro inferno!

– E o mais legal é que a mamãe sempre presta atenção, fica toda séria quando eu começo a contar as minhas historinhas. Ah, porque umas eu conto a sério também, né?

– Com ela em casa eu fico todo dengozinho. Falo com voz de criança: mamãezinha, você qué um suquinho, um lanchinho, qué? Ela fica uma arara! Eu to velha, mas não sou retardada! Para de falar assim comigo!

– Eu falo que é jeito de mostrar carinho, e que quando eu ficar bem velhinho eu quero ser bem paparicado. Mas não tem jeito, ela não gosta. Ela responde brava: você é você! Deixa é os teus filhos te tratarem que nem retardado!

– Uma coisa que ela gosta é quando eu levo ela pra fora, no quintal, que eu tive uma idéia muito boa. Ela é toda corcundinha, porque a espinha dela secou, né? Não consegue mais olhar nem pra frente quase. E fazia um tempão que a mamãe não podia ver o céu. Então eu dei um espelhinho, desses de barbeiro, pra refletir as coisas que tem por cima.  Assim ela fica sentadinha no banco do quintal, vendo o céu todinho. Ah, com isso ela fica feliz demais comigo!

André Esposito Roston escreve para o Sete Doses às segundas-feiras.

 

O psicanalista Hélio Pellegrino (1924-1988)

Hélio Pellegrino, talvez o brasileiro mais libertário do século XX, foi múltiplo, genial e com uma coragem inacreditável. Neste último post antes do lançamento do novo Sete Doses, homenageio o homem que me inspirou a criar o site e me inspira todos os dias a continuar.

Poeta, político, meio anarquista, meio comunista, católico da teologia da libertação, escritor, batalhador, psiquiatra e, acima de tudo, psicanalista, Hélio Pellegrino lutou contra a ditadura e o conservadorismo, foi preso, torturado e criou as Clínicas Sociais na Sociedade de Psicanálise do Rio de Janeiro. A ideia dele: que todo psicanalista reservasse duas horas de sua semana para atender de graça ao povo pobre. Pouco depois, ao denunciar o conservadorismo de psicanalistas brasileiros envolvidos com o regime militar, foi expulso da Sociedade. A Clínica Social que ele criara acabou exatamente no dia em que ele morreu de infarto. Mesmo dia também em que Sarney, a quem ele nutria uma oposição absoluta, foi nomeado presidente do País. Foi demais para o coração brigador dele.

Para quem acha que ele saiu derrotado, engana-se. Mais de duas décadas depois, a partir de agosto de 2011, devo começar a atender na Clínica Social da Sociedade Paulista de Psicanálise. Pouca gente sabe, mas ela existe  muito graças a esse mineiro fantástico, amigo íntimo e parceiro de Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Otto Lara Resende. Ele plantou essa semente tão importante, sofreu as conseqüências, mas ela cresceu e se espalhou. Hoje, porém, muitas das sociedades de psicanálise brasileiras possuem clínicas sociais que atendem por preços simbólicos. Abrir o consultório da psicanálise ao povo era o objetivo de Hélio e deve ser o objetivo de qualquer psicanalista, inclusive o meu.

A importância de Hélio para a redemocratização do Brasil e para a psicanálise é inestimável. Essa homenagem – meio sem conteúdo, puramente sincera – busca relembrar  a figura de um homem esquecido por muitos, mas imortal para a recente história do Brasil. É de pessoas corajosas como ele que o mundo precisa para amadurecer. Coloco, primeiro, um pequeno poema dele  (lindo, lindo) e, em seguida, uma breve entrevista comandada por Clarice Lispector.

VALSA DO ADEUS

Tudo é partida de navio, velas
ao vento, coisas desancoradas
que se desgarram. Este copo, esta pedra
que pronuncio não são palavras, nem
versos de amor, nem o sopro
vivificante do espírito. São barcos
arrastados pelo tempo, cascas
de fruta na enxurrada, lenços
de adeus, enquanto o vapor se afasta,
e de longe ilumina essa ausência que somos.

Um homem chamado Hélio Pellegrino

(Entrevista com Clarice Lispector)

Clarice – Diga qual é a sua fórmula de vida. Eu queria imitar.

Hélio – Há, no Diário íntimo de Kafka, um pequeno trecho ao qual gostaria de permanecer para sempre fiel, fazendo dele a minha fórmula de vida: “Há dois pecados humanos capitais dos quais todos os outros decorrem: a impaciência e a preguiça. Por causa de sua impaciência, foi o homem expulso do paraíso. Por causa de sua preguiça, não retornou a ele. Talvez não exista senão um pecado capital, a impaciência. Por causa da impaciência, foi o homem expulso, por causa dela não consegue voltar. Tenhamos paciência – uma longa, interminável paciência – e tudo nos será dado por acréscimo”

Clarice – Por que você escreve esporadicamente e não assume de uma vez por todas o seu papel de escritor e criador?

Hélio – Poderia driblar essa pergunta, respondendo com uma meia-verdade – escrevo menos esporadicamente do que publico. Mas esta seria uma saída falsa, e não quero ser falso. Escrever e criar constituem, para mim, uma experiência radical de nascimento. A gente, no fundo, tem medo de nascer, pois nascer é saber-se vivo e – como tal – exposto à morte. Escrevo mais do devo para – quem sabe? – manter a ilusão de que tenho um tempo longo pela frente. A meu favor, posso dizer a você que, com frequência, agarro-me pelas orelhas e me ponho ao trabalho. Há umas coisas valiosas nas quais acredito, com muita força. Preciso dizê-las e vou dizê-las.

Clarice – Hélio, diga-me agora, qual é a coisa mais importante do mundo?

Hélio – A coisa mais importante do mundo é a possibilidade de ser-com-o-outro, na calma e intensa mutalidade do amor. O Outro é o que importa, antes e acima de tudo. Por mediação dele. Na medida em que o recebo em sua graça, conquisto para a mim a graça de existir. É esta fonte da verdadeira generosidade e do entusiasmo – Deus comigo. O amor genuíno ao Outro me leva à intuição do todo e me compele à luta pela justiça e pela transformação do mundo.

Clarice – Que é amor?

Hélio – Amor é surpresa, susto esplêndido – descoberta do mundo. Amor é dom, demasia, presente. Dou-me ao Outro e, aberto à sua alteridade, por mediação dele, recebo dele o dom de mim, a graça de existir, por ter-me dado.

Clarice – Helio, você é analista e me conhece. Diga-me sem elogios – quem sou eu, já que você me disse quem é você…

Hélio – Você, Clarice, é uma pessoa com uma dramática vocação de integridade e totalidade. Você busca, apaixonadamente, o seu self… e esta tarefa a consome e faz sofrer. Você procura casar, dentro de você, luz e sombra, dia e noite, sol e lua…

*Fragmentos transcritos do livro “De corpo inteiro” , Clarice Lispector, Ed.Rocco, 1999, págs 54, 55.

André Toso escreve aos domingos para o Sete Doses graças à pessoas como Hélio Pellegrino

 

 

Eu preciso escrever, já faz 15 dias. De tempos em tempos eu esqueço quem sou e começo a viver outra vida. Esqueço quem você é pra mim e viro outra pessoa. Mudo o jeito do cabelo, faço uma tatuagem, canto músicas diferentes. Aí você volta e dorme ao meu lado sabendo que eu não estou lá, e descansa o sono dos justos com a mulher traída.

 

Ana Luiza Ponciano escreve aos sábados no Sete Doses e está concorrendo a um Macbook Air, pela Saraiva. Se vc,  leitor amado, quiser ajudar tudo o que precisa fazer é curtir primeiro a Saraiva em:

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e

depois minha foto em:
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