Nos últimos dias tem rolado um bafafá sobre um novo serviço do Google, o Wave, que promete ser a nova grande coisa do serviço, que nos últimos anos dominou de forma assombrosa o mercado de tecnologia.

Atualmente é bem difícil viver sem o Google. Todo mundo tem pelo menos um serviço ligado à empresa: ou usa o Gmail, ou lê os feeds no Reader, vê os vídeos no Youtube, dá uma espiada no Orkut, e por aí vai.

Mas o que o Wave traria de novidade? E por que tanta gente ficou enchendo o saco no Twitter para ganhar um convite para essa coisa?

De novidade mesmo, pouco. O grande atrativo é que ele junta em uma coisa só diversos serviços.

Imagine a seguinte situação. Dois amigos jornalistas estão escrevendo um texto para uma revista. Eles trocam e-mails separando o que cada um vai fazer. Depois escrevem, trocam mais e-mails comentando isso, depois mandam arquivos anexos para o outro baixar em seu desktop, abrir o Word, mudar as partes, escrever outro e-mail, anexar o corrigido, e mandar, em um loop que dura horas, dias. Depois de tudo, eles precisam reunir o texto todo em outro arquivo, mandar para o editor, que vai ler, corrigir, enviar de volta e…

Não seria mais fácil se as partes fizessem tudo isso em um lugar só, acompanhando em tempo real o que está acontecendo, sem trocas de e-mail que podem acabar se perdendo por aí, otimizando o tempo e o trabalho? É mais ou menos isso que o Google Wave faz.

Outro exemplo: sabe aqueles e-mails de amigos que vão para dezenas de pessoas combinando algo, aí um esquece de dar um reply to all e a comunicação precisa voltar algumas etapas para que todos voltem a acompanhar? Então, é a união do e-mail, msn, docs, entre outras coisas, em um lugar só, de qualquer ponto do mundo.

Esse vídeo mostra de forma engraçadinha algumas das funcionalidades do recurso. Para quem se interessar e for nerdy o suficiente, tem aqui a apresentação completa do serviço.

A má notícia é que por enquanto, o Wave ainda é para apenas alguns sortudos que receberam o convite. O serviço ainda passa por testes e tem instabilidades, que o tornam impraticável para uso comercial por milhões de internautas. Mas quando vier pra valer, amigo…

 

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses e não ganhou um convite para o Google Wave.

 

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