Ainda sobre livros, um anúncio realizado na semana passada vai exatamente de encontro com o que publiquei no post anterior. Em uma iniciativa ainda inédita no mercado brasileiro, a Ediouro (aquela editora das palavras cruzadas, mas que também tem em seu catálogo best selles como Marley e Eu, O Segredo e O Pequeno Príncipe) fechou uma parceria com o Google para disponibilizar todo seu acervo pelo Google Books.

Uma coisa que eu não tinha pensado exatamente, mas muito bem apontada por um dos diretores da empresa, é que a digitalização dos acervos das editoras, além de tornar o conteúdo (e não só a capa, ou o nome, ou informações breves sobre o livro) “buscável” na internet, acaba com a coisa do livro esgotado na editora. Uma vez digitalizado, ele pode ser vendido pra sempre…

Isso leva novamente àquela discussão quase sem fim sobre ler na tela do computador. Uns acham que sim, é possível, outros acham que é um pecado. Fato é que a gente lê sim na tela do computador (o que você está fazendo aqui, agora, ou mudou de nome ou ainda é a boa e velha leitura que você aprendeu com a cartilha lá no pré).

A Online News Association criou esse videozinho para mostrar como são os hábitos de leitura de um internauta médio. Achei curioso porque vai de encontro com algumas diretrizes lá de onde eu trabalho e que no começo do ano investiu alguns milhões de dólares em uma mudança editorial pesada. O que mostra que por mais que se façam pesquisas, ninguém está totalmente certo.

Text matters on the Web from Martin Ricard on Vimeo.

Aí tem alguns caras que parecem que realmente entenderam o espírito da coisa, como Neil Gaiman. Se você não esteve no planeta Terra nos últimos 20 anos, talvez nunca tenha ouvido falar num tal Sandman, criação desse inglês. Ele está propondo a escrita coletiva de um livro via Twitter.

Eu acho que é meio difícil controlar algo assim, principalmente no começo, quando todo mundo quer escrever ao mesmo tempo. Mas a ideia me agrada e acho a proposta válida. Se interessou também? É só seguir o @BBCAA e usar a hashtag #bbcawdio toda vez que quiser que seu conteúdo faça parte do projeto.

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses

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