Quando o goleiro Renê cortou um cruzamento e a bola sobrou para Diego Tardelli no lado esquerdo da grande área, havia duas certezas: a de que o atacante colocaria o Atlético em vantagem, abrindo o placar, e de que ele seria o protagonista do confronto com o Barueri no Mineirão, mais uma vez, lotado.

Mas um bom time, que sonha com o título nacional após 38 anos, não se faz apenas com um excelente jogador. E foi o que o uruguaio Carini mostrou aos 28 minutos do primeiro tempo, depois de derrubar Basílio na grande área. O veterano atacante cobrou o pênalti e o goleiro fez extraordinária defesa.

A partida seguiu, portanto, com dois candidatos a ser seu dono: Tardelli e Carini. Aos 34 minutos do segundo tempo, o volante Corrêa roubou a posse de bola, passou por dois adversários e lançou Diego Tardelli. A jogada já havia acontecido na vitória por 3 a 1 sobre o Santos e terminara com gol. Dessa vez, porém, o artilheiro atleticano foi derrubado na entrada da grande área.

Tardelli pediu para bater a falta. Ricardinho e Corrêa se negaram. O primeiro passou por cima da bola. Foi a vez de Corrêa se consagrar. Cobrança perfeita, com a bola tocando no travessão antes de entrar. Vitória garantida com gol do dono do jogo, que conseguiu ofuscar até o camisa 9 do Atlético.

Corrêa, um volante que deixou o Brasil após boa passagem pelo Palmeiras, com a conquista da Série B em 2003 e campanhas respeitáveis no Brasileirão. Fez sucesso no Dínamo de Kiev, onde ganhou todos os títulos possíveis na Ucrânia, e voltou mais maduro ao Brasil, como já admitiu.

A forte marcação segue sendo a mesma, acompanhada por passes, lançamentos e cobranças de escanteio e falta precisos, somadas ao poder de liderança, fundamental para um meio-campista e ao Atlético. E, agora, com um golaço decisivo.

Leandro Augusto publica vídeos esportivos históricos aos sábados no Sete Doses.

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