Quando a gente ouve falar em Linux ou se entusiasma por ser algo revolucionário e que vai derrubar o império de Bill Gates ou já desanima por achar que é coisa muito para nerd e que vai ser muito difícil fazer até as atividades corriqueiras, como ver e-mails e navegar pela internet.

Muitos de nós, por termos aprendido a mexer com computadores que tinham o Windows, tendemos a ficar com aquela preguicinha de experimentar algo novo. Se já sabemos como fazer algo funcionar, pra que tentar diferente?

O Linux surgiu como uma alternativa ao Windows (sistema operacional que domina quase hegemonicamente os PCs do mundo). Não vou me alongar na história. Se te interessar, aqui tem bastante coisa.

Só que no começo era realmente algo de nerd, tudo comandado por linhas de código, tudo propositalmente tosco. Mas como a demanda exigiu, as distribuições (quando a gente pensa em Linux acha que é tudo uma coisa só, mas não é) foram se aperfeiçoando para chegar cada vez mais perto ao agrado do consumidor final.

Semana passada saiu a versão 9.1 do Ubuntu. Esta é a distribuição que mais chega perto do que o usuário comum está habituado. O grande barato é que com um pouquinho de paciência e tempo para fuçar os menus é possível deixar o sistema com a cara que você quiser. Igualzinho ao Windows Dá. Com a cara do Mac OS e aquela elegante barra com os programas no pé da tela? Dá também. Algo totalmente diferente, que você sempre quis fazer no Windows mas nunca deu certo? Opa, o que a imaginação deixar.

ubuntu.com

Uma coisa legal é que dá para testar o Ubuntu de um pendrive ou instalando diretamente pelo Windows, como se fosse só mais um programa. Você dá uma zapeada, vê se te agrada e se gostar, instala a versão completa.

Muita gente reclama que não se tem todos os programas que o Windows tem. (Eu inclusive. No momento estou escrevendo de um laptop com os dois sistemas. Uso o Windows para editar áudio e vídeo). Mas isso é preguiça. Em alguns casos há programas até melhores – e como são feitos por uma comunidade ao redor do mundo, não por uma empresa, acabam ganhando modificações e melhorias quase que constantes.

Seguindo uma linha de raciocínio que venho trazendo há algumas semanas, o Ubuntu (ou qualquer outra distribuição) pode ser uma boa alternativa à chatice de ter que receber aquela mensagem avisando que o Meu Windows é pirata toda vez que ligo o computador (Como se eu não soubesse).

Se você, como eu, não quer dar centenas de reais ao Tio Bill Gates (por achar que ele já tem demais, não é nem que o produto dele é ruim), os links dessa página podem ser um incentivo. Dá uma lida, faz o tour virtual pra conhecer as funções e experimenta. É de graça e sem peso na consciência.

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses

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