Estavam no elevador. Nem acreditava que, dessa vez, a Nina tinha topado ir ao seu apartamento. Precisava só superar o problema dos azulejos. Os desgraçados dos azulejos pretos e brancos, uns nas diagonais dos outros. Não podia passar por doido logo no começo da primeira noite.

A porta se abriu. Teve uma idéia.

– Pode passar Nina! Por favor, você na frente!

– Hum… que cavalheiro!

Infelizmente Nina, de um susto, seguiu em frente pelo corredor. Já o apartamento ficava a uns 15 metros do elevador, mas dobrando imediatamente à direita… Ele teve de tomar a frente.

– Ah, não, não, por esse lado! –Danou-se!

E Nina seguiu o homem de passos subitamente largos, um pouco bêbados, que ela não reparou recaírem cuidadosamente sobre azulejos brancos.

– Nossa, porque esses passos tão compridos?

– Ã… é a pressa de a gente chegar em casa!

– Ah… ahah! Que maluco…

Ela não tinha visto ainda a metade.

André Esposito Roston escreve para o Sete Doses às segundas-feiras.

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