Existe um discurso bobo de que os clubes brasileiro estão fadados ao fracasso no ano em que comemoram o centenário. Isso começou com o fracasso do “Ataque dos Sonhos” do Flamengo em 1995, passou por Botafogo, Grêmio, Atlético e Coritiba. Mas existem alguns pontos fora da curva, e o principal deles é o Vasco.

Em 1998, a equipe foi campeã da Libertadores e do Campeonato Carioca, manchado por vários W.O., parou nas semifnais da Copa do Brasil e ficou em décimo lugar no Brasileirão, deixado em segundo plano em diversos momentos por conta da preparação para o confronto com o Real Madrid para o Mundial Interclubes, em Tóquio.

A tarefa era árdua e o Vasco sabia disso, tanto que chegou com dez dias de antecedência ao Japão. Não seria fácil bater o Real Madrid de Ilgner, Roberto Carlos, Redondo, Seedorf e Raul. E o primeiro tempo da partida comprovou isso. Mesmo com um time qualificado, o Vasco foi acuado na etapa inicial e saiu perdendo com um gol contra do volante Nasa, que tentou cortar um cruzamento sem direção de Roberto Carlos.

O jogo mudou no segundo tempo, Juninho Pernambucano empatou a partida com um golaço, Felipe quase fez outro e a virada parecia certa… Até aparecer o talento de Raul, a inocência de Vitor: Real Madrid 2 a 1. Ao vascaíno restou o orgulho da valentia dos seu time. Pouco para curar a dor de um sonho de um centenário perfeito que parecia tão real.

Leandro Augusto publica vídeos sobre esportes aos sábados no Sete Doses.

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