Quando o disco de estreia de uma banda chega às lojas isso indica, em boa parte dos casos, um longo caminho já percorrido. A experiência adquirida em pequenos shows, a participação em programas de rádio, a produção de singles e EPs independentes, as noites mal dormidas na van, os cachês pagos com cerveja, entre outras roubadas, estão no pacote. Com persistência e um pouco de sorte, é bem provável que o sucesso aconteça.

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É o que está acontecendo com Jordi Davieson e Scarlett Stevens. Eles tocam juntos desde a época do colégio. Nick Gardner e Josh Biondillo completam a formação do San Cisco. O single Awkward criou grande expectativa sobre como seria o primeiro disco da banda. Em dezembro de 2012, San Cisco, homônimo de estreia, foi lançado tendo “Wild Thing” como primeira música de trabalho.

Davieson esclareceu: “There is no link between the city San Francisco and our name. The reason we went with San Cisco was because it is nothing, like a blank canvas which we were able to sculpt into whatever we wanted.”
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The Eversons também causou boa impressão com o material de estreia. O homônimo EP anunciava o que estava por vir em Summer Feeling, lançado no segundo semestre do ano passado apenas em vinil e download via iTunes. Assumidamente as influencias foram Buddy Holly, Beach Boys, The Beatles e Pavement.

No início, em 2009, as músicas gravadas por Mark Turner e Tim Shann perdiam força porque o projeto era desenvolvido como dupla. Havia também indecisão sobre a escolha do nome. Com a formação completa, que inclui Chris Young e Blair “Everson”, o problema foi resolvido.
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A história de King Tuff, banda idealizada por Kyle Thomas, foi marcada por participação em vários projetos, como Feather; Witch, desenvolvida em parceria de J. Macis, do Dinosaur Jr; e Happy Birthday. King Tuff, também lançado em 2012, carrega nas referências ao rock and roll dos anos 50, ao pop dos 60, e ao glamrock dos 70. O clipe de “Keep On Movin” foi filmado com a participação dos amigos de Hunx And His Punx e Lovefoxx, do CSS.


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Muitas publicações especializadas em música, além de críticos experientes no assunto, costumam comparar as novas bandas aos figurões consagrados. O discurso não é novo. No começo dos anos 2000, The Strokes, Interpol e The White Stripes, entre outros, eram apontados como a bola da vez, a salvação do rock and roll. O tempo mostrou que salvas mesmo foram apenas as suas próprias carreiras. Em alguns casos, nem isso. Assumir que não há semelhança da música feita hoje com o que já foi feito no passado é ingenuidade. A dúvida continua: existe fórmula para o sucesso?
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Lex, Leandro Borghi, é designer gráfico, diretor de arte da Revista Trevo, escreve semanalmente para o Dezcapas.wordpress.com e publica o podcast dose_INDIE há três anos.

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