A dica de dia de hoje vem seguida de crítica minha:

O que acontece quando você coloca Jack White, do Whitestripes e do Raconteurs, Jimmy Paige do Led Zeppelin, e The Edge, do U2, em uma mesma sala com suas respectivas guitarras e histórias? Foi isso que Davis Guggenheim (vencedor de um Oscar por Uma Verdade Inconveniente, em 2007), diretor de A Todo Volume se propôs fazer.

O documentário, que estreia essa semana nos cinemas brasileiros, relata minuciosamente a relação desses três ícones com as suas guitarras.

Com uma proposta simples, e a improvável união desses três músicos, o longa começa com uma cena em que Jack White prova que para fazer uma guitarra são necessários apenas um pedaço de madeira, pregos e uma garrafa. Depois disso, Jimmy Paige, White e The Edge se reúnem e começam a partilhar suas histórias.

O filme explora ao máximo a relação deles com o instrumento, e ao invés de mitificar os músicos, conduz toda essa força para as guitarras. E, faz isso contando minuciosamente quando os três compraram seus primeiros instrumentos, como foi a experiência, como é o arsenal de cada um, qual o processo deles de composição. E, mais, como a guitarra foi importante para demarcar as gerações de cada um deles.

Além de partilhar suas histórias, os músicos mostram como se completariam em uma banda, cada um por seu estilo diferente dentro e fora dos palcos. E finalmente, para encerrar o filme, em uma tarde, os três se reúnem e experimentam suas músicas juntos. A surpresa fica não só para a inegável perfeição de Paige, mas como também para a voz impressionante de Jack White. 

Ana Luiza Ponciano escreve aos sábados no Sete Doses

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