A década de 70 foi mágica para o Internacional. Com o recém-inaugurado Beira-Rio, a equipe conquistou o Campeonato Gaúcho de 1974 com 100% de aproveitamento – 18 vitórias em 18 partidas. Em seguida, foi campeão brasileiro em 1975 e 1976. E no ano do bicampeonato nacional faturou um incrível octacampeonato gaúcho. A maior glória, porém, ainda estaria por vir.

Dirigido por Ênio Andrade, o Internacional de 1979 contava com a experiência de atletas que já haviam sido campeões nacionais, como o ponta Valdomiro, então com 33 anos, e grandes promessas, como o zagueiro Mauro Galvão, de apenas 18 anos. A mistura deu muito certo e se classificou com facilidade às semifinais.

Na luta por uma vaga na decisão, Falcão brilhou no Morumbi e deixou o Inter em vantagem com um triunfo por 3 a 2. Em Porto Alegre, empate por 1 a 1 garantiu a equipe na decisão, disputada contra o Vasco, do goleiro Leão e do atacante Roberto Dinamite.

O Maracanã não intimidou o Internacional, que venceu a primeira decisão por 2 a 0, com dois gols do atacante reserva Chico Spina. A conquista do título ficou para o Beira-Rio. E com um triunfo por 2 a 1, a equipe conquistou o tricampeonato brasileiro e se consolidou como melhor equipe do futebol brasileiro da década de 70.

O feito foi atingido com uma campanha impecável, com 16 vitórias, sete empates e nenhuma derrota. Isso muito por causa de um meio-de-campo completo, formado por Batista, que sabia desarmar e impunha velocidade ao setor, Falcão, o craque e organizador do Internacional, Jair, que foi o artilheiro da campanha com nove gols, e Mário Sérgio, que esbanjava habilidade. Não à toa, os gols da final foram marcados por dois jogadores do meio-de-campo: Jair e Falcão.

Leandro Augusto publica vídeos sobre esportes aos sábados no Sete Doses.

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