Alexandre Pato é um símbolo do futebol do século XXI. Seu talento foi descoberto precocemente pelo Internacional, que fez questão de escondê-lo por medo de perdê-lo para algum gigante europeu. Quando estreou, comprovou todas expectativas, com atuação brilhante em goleada aplicada no Palmeiras, bom desempenho no Mundial de Clubes e nos primeiros meses de 2007.

Meses curtos demais, já que foi vendido rapidamente ao Milan, como uma aposta de rejuvenescimento no elenco, o que não aconteceu até agora. Enquanto o time italiano esperava Alexandre Pato completar 18 anos – só assim ele poderia entrar em campo –, a expectativa pela sua estreia crescia. E cresceu ainda mais quando ele prometeu fazer ao menos um gol diante do Napoli, em janeiro de 2008, logo depois do time de Milão ser campeão mundial.

Pato, como de costumes nas sua estreias, cumpriu a promessa. Jogou bem, participou de quase todos lances ofensivos, desperdiçou quatro oportunidades, mas finalizou com precisão aos 29 minutos do segundo tempo, ao receber lançamento, tocando na saída do goleiro do Napoli.

Mas, ao contrário do esperado, Alexandre Pato não foi a principal estrela da goleada do Milan por 5 a 2 sobre o Napoli. Ronaldo, que formou um trio ofensivo brasileiro com Kaká e Pato, também chamou a atenção do futebol mundial com menos de 18 anos. Como diferença, se consolidou como astro mundial, em uma carreira marcada por conquistas, lesões, gols e excesso de peso.

Aos 15 minutos da etapa inicial, Ronaldo abriu o placar em uma finalização que desviou no goleiro Iezzo. Depois, participou do gol de Seedorf, ainda no primeiro tempo. E antes do final do primeiro minuto da segunda etapa fez, de cabeça, o terceiro gol do Milan. Depois, assistiu do banco de reservas o brilho de Alexandre Pato, sem nem saber que aquela seria a sua última brilhante exibição no futebol europeu.

Leandro Augusto publica vídeos sobre esportes aos sábados no Sete Doses.

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