Desculpem… a dor de cabeça impera, e nada mais desvia meu assunto. Não consigo pensar naquele que foi covarde, naquele que teve coragem e fugiu ou mesmo naquele que me assustou e eu saí correndo. Tudo que passa por aqui hoje é meio que uma revolução dos farmacêuticos no meu corpo. Eles me querendo de volta, a dor me puxando pra baixo. Meu cérebro corroendo cada parte do meu corpo, como em uma culpa católica por perdão. Mas hoje eu não quero perdoar, não quero ser perdoada. Quero ficar no escuro, olhando para as minhas estrelas que brilham no teto. E sério, essa luz do computador ainda não pago está quebrando meu coração.

Ana Luiza Ponciano  escreve aos sábados no Sete Doses e está com dor

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