Um molho com a dose certa de alho, cebolas roxas desleixadamente grandes, os tomates em pedaços, alcaparras, atum e um amor ao ponto. 

A vida se tempera assim.

Tem os sabores residuais, de medo, insegurança, estima e respeito próprios, comodismos, vaidadezinhas. Mas o gostoso é que, para renovar o paladar, sempre chega uma música, um vídeo, um verso, um beijo mais demorado, uma panela que cai no chão com um estrondo envergonhável.

É alguma coisa que anula o azedo dos pequenos golpes no entusiasmo, e aí nos traz de volta, subitamente mais fortes, bonitos, interessantes, inteligentes, engraçados, felizes. Mesmo que tudo seja, fugazmente, o retrato de um copo meio cheio ou vazio.

De todos modos, o que nos recobra o frescor há de ser valorizado.

Um dos ingredientes que você pode usar é este (extraído descaradamente da descoberta de DaniCat):

 

A outra é uma feliz indicação do patrão, que assisti tardiamente e saí dela meio autobiografado, triste e feliz:

 

Depois ponha na prateleira, por favor.

Ricardo Torres nem sempre purga o sofrimento às terças no Sete Doses

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