Além da troca de arquivos e informações, na internet é também possível trocar – de graça – produtos e serviços.

A internet trouxe a facilidade de comprar coisas legais sem sair de casa. Isso causa um acúmulo muitas vezes desnecessário de um monte de coisa que a gente usa por um tempo e depois não quer mais, ou porque passou a moda, ou porque um modelo mais novo já foi lançado ou porque simplesmente não usamos mais.

Uma forma consciente de se livrar das bugigangas que você não quer mais em casa é doá-lo em sistemas como o FreeCycle ou o Consumo Livre.

Os dois sistemas são baseados na premissa de que para economizar recursos e dinheiros, em vez de comprar algo que você precisa, pegue de alguem que não está mais usando. É um esquema de doação sem apelar para o “ai, pobrezinho, não tem condições de ter tal coisa”. Você doa o que não quer mais e recebe doações do que precisa, sem necessariamente ser uma troca e sem algo que se equivale a uma moeda. É tudo na confiança e no pelo do bigode.

Fiz parte do FreeCycle por pouco mais de um ano. É uma lista de e-mails na qual você “anuncia” o que está doando ou então o que quer. Quem tem ou quer aquilo entra em contato com você e marca a retirada/entrega. Entrei na total curiosidade e fui ficando. Não peguei nada mas doei um celular daqueles pré-históricos que não me servia mais.

Segue um pouco o modelo de lojas físicas da Europa nas quais os objetos estão ali para doação. Você pega o que quer, deixa o que quer. O negócio é que lá funciona. Aqui muito provavlemente o primeiro pegaria tudo, mesmo que não fosse usar, só para ter aquele sentimento de “levei vantagem”.

No Consumo Livre – um pouco mais politizado – você manda o que procura ou o que tem para oferecer e os anúncios entram no blog. Também dá para acompanhar no Twitter o que chega de novidade.

Acho que as duas opções são legais principalmente para se desfazer de coisas que você não usa sem jogar fora. Colocando lá alguém que está precisando daquilo naquele momento – independente se tem ou não condições de comprar – pode usar. Tenho tentado fazer isso com livros no TrocandoLivros e com games, só comprando usado e/ou trocando em fóruns. Muitas vezes é mais fácil comprar o que se precisa do que ir até São Bernardo buscar o que alguém está oferecendo. Mas há essa opção, é só acabar com a preguiça.

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses e está procurando uma bicicleta. Se alguém souber de algo, thiagokazu@gmail.com.

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