Quando 2002 começou, o palmeirense nem imaginava que assistiria o ano mais trágico da história do clube. Afinal, o time que iniciou a temporada contava com ídolo de qualidade indiscutível, como o goleiro Marcos, o lateral-direito Arce e o meia Alex, que estavam sob a batuta do consagrado Vanderlei Luxemburgo (que ainda era Wanderley), um dos maiores vencedores da história do clube. Dentro de campo, porém, o fracasso foi retumbante.

O primeiro momento inacreditável aconteceu na Copa do Brasil, ainda em fevereiro. O Palmeiras não conseguiu eliminar o jogo de volta ao ser derrotado pelo ASA por 1 a 0 em Arapiraca.  A definição ficou para o Palestra Itália e a expectativa é de que o time grande eliminasse o simpático, porém pequeno ASA.

O problema é que o Palmeiras também acreditou nesta expectativa e entrou em campo sonolento. Mesmo assim, abriu o placar logo no início com Galeano após cruzamento de Arce. Mas a preguiça foi severamente punida nos minutos finais da etapa inicial. Fuscão se vingou das críticas ao clássico carro ao girar com velocidade sobre um zagueiro. Finalizou, Marcos espalmou e Sandro Goiano empatou o jogo para o ASA.

Na etapa final, o Palmeiras ficou em vantagem numérica, com a expulsão de um adversário, e marcou o seu segundo gol após novo cruzamento de Arce, aproveitado dessa vez por César. Depois disso, porém, parou na determinação de um adversário completamente desorganizado taticamente, mas muito motivado, que apostou nos chutões para avançar na Copa do Brasil, fazendo aparecer as primeiras deficiências que levariam ao rebaixamento do Palmeiras para a Série B do Campeonato Brasileiro no segundo semestre de 2002. E, claro, conseguindo um dos maiores feitos da sua história.

Leandro Augusto publica vídeos sobre esportes aos sábados no Sete Doses.

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