O ano de 2009 foi mágico para Diego Tardelli. Ele foi artilheiro do Campeonato Mineiro, artilheiro do Campeonato Brasileiro, Chuteira de Ouro da revista Placar, eleito para todas as seleções do Brasileirão e convocado por Dunga para alguns jogos da seleção brasileira. Mas se Tardelli brilhou intensamente na última temporada, começou os primeiros meses de 2010 um pouco apagado em comparação com o melhor ano de sua carreira.

O atacante sofreu com algumas lesões, a chegada do carismático Obina, que conquistou imediatamente o apoio do torcedor atleticano, e uma certa apatia em campo, fruto também da sua mudança de posicionamento, que provocou imediatamente a diminuição do número de gols marcados. E, principalmente, com a necessidade de repetir o sucesso do ano anterior.

Por isso, quando o primeiro jogo entre Atlético e Santos pelas quartas de final da Copa do Brasil se aproximou, muito se falou em Vanderlei Luxemburgo e nos Meninos da Vila. E o foco ficou afastado de Diego Tardelli. Mas quando a bola rolou, o principal atacante do elenco atleticano assumiu as rédeas do jogo.

Foram dele os três gols do Atlético na vitória por 3 a 2 no melhor jogo do futebol brasileiro nos quatro primeiros meses de 2010. No primeiro gol, completou finalização completamente errada do voluntarioso e desengonçado Carlos Alberto. Em seguida, antes do intervalo, aproveitou assistência soberba de Júnior para fazer 2 a 0 para o Atlético. E fechou a sua noite perfeita recebendo passe de Muriqui, dominando a bola com habilidade e velocidade impressionante, e finalizando com a precisão. Três gols com a assinatura de um artilheiro.

A noite de quarta-feira também teve outros destaques individuais, além dos mais de 47 mil atleticanos que transformaram o Mineirão em um inferno para os jovens santistas. Pelo lado do Santos, Robinho, que enfim assumiu a condição de astro da equipe e a liderou para que o revés fosse o menor possível, e Paulo Henrique Ganso, responsável pela jogada que manteve sua equipe com boas chances de avançar às semifinais da Copa do Brasil.

Já o Atlético contou com o veterano Júnior, que não erra passes e faz jogadas brilhantes e simples, Muriqui, com uma velocidade que inferniza qualquer defesa, e Vanderlei Luxemburgo, o primeiro técnico a escalar um time sem medo de atacar o poderoso Santos. Mas, apesar de todos tentarem, o jogo foi de Diego Tardelli, que com mais esses três gols vai se enraizando na história do Atlético como um de seus ídolos. E mostrou para sempre ser lembrado que o craque não pode ser esquecido porque sempre aparece nos momentos decisivos.

Leandro Augusto publica vídeos sobre esportes aos sábados no Sete Doses.

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