Ela tinha uma varanda para oferecer. Ele trouxe velas e um vinho. Quer pedir alguma coisa? Uma brisa cairia bem.  Mas caiu como uma luva

De tudo que ela poderia imaginar aquele era o pior momento.

Ele disse: É alto aqui, né? Ela achou o mundo meio xadrez. Agora era a hora de escolher entre as pretas e as brancas. Sentia-se mais um peão do que uma rainha.

Perdido no xadrez ele só conseguia pensar em pequenique. Mas acabaram as formigas.

– Às vezes eu tenho vontade de viajar uns dias com você. Tirar você dessa armadura que eu te coloquei e conhecer o que é você de verdade. Entender por que eu te recusei, por que você me amedronta tanto. E queria uma chance de simplesmente levantar o seu queixo quando você olha para baixo. Encarar o seu medo e poder te proteger. Amarrado no seu cabelo e perdido no seu senso. Prestar só atenção em você por uns dias, no seu momento mais frágil, quando você se encolhe e não enxerga meu defeitos.

– Eu tenho medo que você me conheça de verdade. Eu não sinto mais nada por você, só as suas mãos geladas.

O tabuleiro ficara destorcido.

– É outra pessoa?

– Não.

– Eu sempre soube que você merecia algo melhor. Tipo um modelo europeu.

– Você não pode decidir isso por mim.

– Vai no seu quarto e abre a caixinha que eu te deu e nunca te deixei abrir.

A caixinha era o único segredo que eles mantinham. Dentro um bilhete com uma suposta contagem regressiva. Quanto tempo falta para esse jogo acabar? Ela se apaixonou perdidamente pelo jeito que aquele bilhete fez seu coração acelerar e sorriu para ele.

– Isso não é um jogo, baby. Vamos viajar?

Ana Luiza escreve aos sábados no Sete Doses e avisa que o concurso acaba semana que vem, ok?

http://setedoses.com/2010/05/08/promocao-pelo-bem-da-musica/

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