A Copa do Mundo de 1970 reservou ao Brasil um dos grupos mais complicados da história da competição. A equipe dirigida por Zagallo tinha o desafio de passar por Checoslováquia, vice-campeã mundial de 1962, Inglaterra, campeã de 1966, e Romênia.

Depois de uma estreia acachapante, com vitória por 4 a 1 sobre a Checoslováquia, o Brasil, dono do indiscutível melhor ataque do mundo, encarou em seguida a Inglaterra em partida que logo foi apelidada de Jogo do Século.

Não era para menos. De um lado, craques indiscutíveis, como Carlos Alberto Torres, Rivelino, Jairzinho, Tostão e Ele, Pelé. Do lado inglês, Banks, Bobby Moore, Bobby Charlton e Hurst, dirigidos por Alf Ramsey. Um clássico com tantos craques que foi muito mais truncado do que se podia imaginar.

Truncado e equilibrado, com raras chances de gol. Na principal delas, aos dez minutos do primeiro tempo, Jairzinho avançou pela direita e fez cruzamento para Pelé. O Rei deu uma cabeçada potente e perfeita. Tão perfeita quanto o reflexo e a defesa de Banks, imortalizada na história do futebol.

Ali ficou claro que não era nada simples superar a defesa da Inglaterra. No segundo tempo, Tostão fintou um, dois, três marcadores. Desequilibrado, cruzou para Pelé. Ele apenas ajeitou para Jairzinho fuzilar, ser eternamente lembrado como o Furacão da Copa e mostrar, mais uma vez, que o talento faz a diferença e supera qualquer barreira.

Leandro Augusto publica vídeos sobre esportes aos sábados no Sete Doses.

Anúncios