Um fingidor.

Ainda respira,

quente, como um monte de estrume.

Serve como um confortável encosto

talvez. Olha, apático, os que continuam perdendo seu tempo aproximando-se dele.

Inútil. Ali, nada

além do vazio.

Cansou, se recusa a continuar.

Tudo em pouco tempo vai acabar.

Só é preciso um quase nada de paciência.

Assim não tem problema para ninguém.

Fácil fácil.

Rápido! Rápido… passa.

E a vida passa.

 André Esposito Roston escreve para o Sete Doses às segundas-feiras.

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