A Itália disputou a Copa do Mundo de 1994 quase sempre no limite do risco de ser eliminada, mesmo sendo liderada por craques como Paolo Maldini e Roberto Baggio. Quase caiu na primeira fase ao acumular uma derrota para Irlanda, uma vitória sobre a Noruega e um empate com o México. Avançou, mas seguiu levando os seus sustos nos Estados Unidos.

Nas oitavas de final, contou com o talento de Baggio e a falta de competitividade do futebol africano para derrotar a Nigéria, uma das sensações da Copa de 1994, na prorrogação. Em seguida, contou novamente com uma atuação decisiva de Baggio e o desempenho brilhante do goleiro Pagliuca para vencer por 2 a 1, em um confronto das quartas de final marcado pela cotovelada de Tassoti em Luis Enrique.

O desafio das semifinais era bem mais complicado. Para conquistar suas primeiras vitórias na história da Copa do Mundo, a Bulgária aliou o talento da melhor geração da sua história com um futebol competitivo, que assombrou a Alemanha, campeã mundial em 1990, nas quartas de final.

A Itália que se acostumou a levar sustos, porém, ficou fora de campo. A equipe se impôs em uma partida disputada sob implacáveis 36º C em New Jersey, com Albertini sendo brilhante coadjuvante ao comandar um meio-de-campo que criou e ainda barrou as principais peças ofensivas da Bulgária.

Mas o dono da Itália de 1994, como já havia sido comprovado anteriormente, era Baggio. E foi com dois gols do camisa 10 nos primeiros 45 minutos que a partida praticamente se decidiu, mesmo que Stoichkov ainda tenha marcado um gol de pênalti.

No segundo tempo, Maldini tentou tomar os holofotes do jogo para si, com uma atuação defensiva impecável. Mas a atenção voltou, para azar dos italianos, a Baggio. Aos 26 minutos, com uma contratura na coxa, o camisa 10 teve que ser substituído. E a final da Copa do Mundo de 1994 começou a ser decidida dias antes de ser disputada.

Leandro Augusto publica vídeos sobre esportes aos sábados no Sete Doses.

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