Hoje completo a segunda e última parte da dose_INDIE que comemora o Dia Mundial do Rock. Mencionei no dia 16 de julho que a data é reconhecida pela ONU desde 1985, graças a iniciativa do cantor inglês Bob Geldof que organizou o primeiro Live Aid. O objetivo era arrecadar fundos para as vítimas da fome na África. Em 2005 ele organizou a segunda edição do evento, dessa vez para precionar os líderes mundiais a perdoarem as dívidas das nações mais pobres do mundo. Entre as atrações estavam presente o Coldplay, Robbie Williams, Keane, The Killers, Green Day entre outros.

Nesse post continuo com o devido respeito que o assunto MERECE. Seguindo a linha do tempo, escrevo sobre algumas bandas importantes dos anos 80, 90 e 2000.

ANOS 80

01 – The Gun Club – Sex Beat

Comparada ao ritmo de vida explosivo do vocalista Jeffrey Lee Pierce, movido pelo consumo excessivo de álcool e drogas, a carreira da banda prometia ser curta. Eles surgiram em Los Angeles, mas mudaram para Nova Iorque para seguirem os passos das suas referências, a Debbie Harry e o Chris Stein, do Blondie.

02 – The Cramps – Garbageman

“Garbageman” foi o primeiro single lançado do Songs The Lord Taught Us, disco de estréia do The Cramps. Escolha mais que acertada. O vocal desesperado do Lux Interior, completa o terror vindo da guitarra da Poison Ivy.

“you ain’t no punk, you punk
you want to talk about the real junk?
if I ever slip, I’ll be banned
because I’m your garbageman
well you can’t dig me, you can’t dig nothing
do you want the real thing
or are you just talking?
do you understand?
I’m your garbageman”

03 – X – Adult Books

O X surgiu no final dos anos 70, mas só gravou o primeiro disco em 1980. Wild Gift foi produzido pelo Ray Manzarek, lendário tecladista do The Doors, e o último lançado de forma independente. Por influência do amigo a banda assinou contrato com uma grande gravadora.

ANOS 90

04 – The Black Crowes – Remedy

O vocal do Chris Robinson carregava forte influência do Rod Stewart. Seu irmão guitarrista Rich Robinson combinava a sonoridade agressiva do Keith Richards a leveza do Ron Wood. O The Black Crowes soava como uma banda clássica de rock, mas com identidade própria.

05 – Leny Kravitz – Are You Gonna Go My Way

Nenhum outro músico conseguiu soar vintage, sem perder a sonoridade do presente. Are You Gonna Go My Way, disco e música capricham nas referências ao Jimi Hendrix e a melhor fase funkeada do Prince.

06 – Paul Weller – Uh Huh Oh Yeh

Depois das experiências com o The Jam e Style Council, Paul Weller foi o primeiro e homônimo disco solo do cantor inglês. “Uh Huh Oh Yeh” tem uma pegada Motown, gravadora que ele escutava com frequência no final dos anos 70.

ANOS 2000

07 – The Strokes – Take It Or Leave It

Com o disco de estréia, Is This It, os The Strokes chegaram BEM PERTO da perfeição. Em cada música, todas as bandas legais apareceram de alguma forma. Escrevi na primeira dose_INDIE, do dia 6 de março de 2009 que após escutar a voz do Julian Casablancas, encontrei o Lou Reed. Completo a lista com o Television e os Stooges.

08 – Franz Ferdinand – Cheating On You

Na época do lançamento do homônimo disco de estréia, a música “Darts of Pleasure” foi considerada a versão escocesa de qualquer música do Interpol que é de Nova Iorque. E a comparação parou por aí.

09 – The Rapture – House Of Jealous Lovers

A banda é de Nova Iorque, lançou o primeiro EP pela gravadora Sub Pop, de Seattle e a música “House Of Jealous Lovers” poderia ter sido lançada em qualquer disco punk inglês dos anos 70.

“house of jealous lovers
one hand ties the other
house of jealous lovers
shakedown”

MAIS ALGUMAS MULHERES QUE ESCOLHERAM O CAMINHO DAS PEDRAS

10 – Sinead O’connor – Mandinka

Acompanhe o currículo da cantora irlandesa: o primeiro disco foi promissor; ela gravou um cover IMPECÁVEL do Prince no segundo; depois teve a polêmica envolvendo a foto rasgada do Papa João Paulo II em cadeira nacional, em um programa de televisão nos Estados Unidos, em 1992; o casamento com o cantor Peter “Sledgehammer” Gabriel. Atualmente as missões religiosas completam o seu dia.

Na noite de 3 de outubro de 1992, a Sinead O’connor era uma das convidadas do programa de televisão Saturday Night Live. A música interpretada a cappella foi “War”, do Bob Marley. A escolha foi um protesto aos abusos sexuais cometidos por padres da Igreja Católica a menores de idade. Na letra original a palavra “racism” foi substituída por “child abuse”. No final ela colocou uma foto do Papa João Paulo II frente as cameras, a rasgou, jogou os pedaços ao chão e finalizou: “FIGHT THE REAL ENEMY”.

11 – Garbage – I Think I’m Paranoid

A banda era um projeto não levado a sério pelos produtores musicais Duke Erikson, Steve Marker e Butch Vig. A vocalista Shirley Manson foi convidada para participar das jams sessions depois que os três assistiram o clipe da sua antiga banda, o Angelfish, na programação da madrugada da Mtv. Na ocasião os três estavam nos Estados Unidos e ela morava na Escócia.

12 – Amy Winehouse – Rehab

A Amy Winehouse conquistou as paradas de sucesso do mundo todo com o disco Back To Black, de 2006. O problema com as drogas e com a justiça, mais as brigas com os namorados têm desviado a sua atenção da música.

Não tive a intensão de esgotar o assunto sobre o Dia Mundial do Rock. As duas edições da dose_INDIE fizeram um tributo à data e às bandas pelo excelente serviço prestado aos bons sons.

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Lex publica seu podcast às sextas-feiras no Sete Doses

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