Não faz muito tempo, comemoramos nosso primeiro ano de Sete Doses com uma festa deliciosa. Na ocasião, lembro de ter definido o blog como o pagador do meu “salário motivacional”, conceito que retomo vaidosamente pela acuidade da definição. 

Desde que incursionamos nessa nau do nosso próprio redescobrimento, reconheço no André Toso um grande chefe. Sem querer editar o ineditável, ele nos incitou a recuperar um compromisso com as nossas virtudes – aniquiladas pela rotina e os dissabores todos. E o melhor: extraímos matéria-prima excelente dessas nossas próprias mazelas. Nestes quase 1000 posts, nunca recebemos nenhuma intervenção ou sugestão prévia, com o que saíram pedaços de ouro e alguns pedaços de merda. 

E este é o melhor cenário que poderíamos esperar. Temos um espaço livre para desenvolver aptidões – muitas vezes incompletas, ingênuas, mas normalmente apaixonadas. Sem nem sempre saber o que fazer com tanta liberdade, conquistamos alguns admiradores, críticos e agora colaboradores. Como se isso já não fosse muito, nosso primeiro livro está a caminho.

Isso me prova que as Sete Doses são bons exemplos de como se pode saciar a sede por criar, a várias mãos, algo de que nos orgulhamos.

Ricardo Torres escreve às terças-feiras para o Sete Doses

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