Ao lado do Corinthians, o Vasco dominou o futebol brasileiro entre 1997 e 2001. Nesse período, a equipe foi campeã da Libertadores (1998), bicampeã nacional (1997 e 2000) e campeã da Mercosul (2000). Porém, enfrentou dificuldades para confirmar o seu poderio no Campeonato Carioca.

Campeão estadual em 1998, o Vasco amargou quatro segundas colocações neste período, em 1997, 1999, 2000 e 2001. Nascia neste período de bonança nacional e internacional a fama de vice-campeão do clube de São Januário.

Assim, quando chegou à final do Campeonato Carioca de 2003, a equipe tinha esse peso em contraponto ao seu favoritismo diante do Fluminense. Além disso, a equipe não contava mais com craques como Edmundo, Felipe e Romário. Seus astros eram Petkovic e Marcelinho Carioca, mais identificados com outros rivais. E ainda existiam as promessas Souza e Léo Lima, oriundos das categorias de base.

Cada um fez a sua parte nas finais contra o Fluminense para que o jejum estadual vascaíno terminasse. No primeiro confronto, Marcelinho foi decisivo e a equipe abriu vantagem com um triunfo por 2 a 1, no Maracanã, em partida disputada numa noite de quarta-feira.

Em um domingo, o dia criado para que o futebol fosse disputado, o Maracanã lotou de vascaínos e tricolores. A final foi tensa, cheia de jogadas ríspidas e polêmicas. E o árbitro Samir Yarak tentou assumir a condição de personagem principal ao cometer erros e trapalhadas em sequência.

Autor do primeiro gol da partida, Léo Lima, porém, frustrou os planos do juiz nos minutos finais da decisão. Da ponta esquerda, fez um cruzamento de letra que terminou com gol de Souza, que definiu mais uma vitória por 2 a 1. O Vasco voltava a ser o dono do Rio. E um passe magistral se mostrou mais importante e inesquecível do que um gol de título.

Leandro Augusto Silveira publica vídeos sobre esportes aos sábados no Sete Doses.

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