O Milan precisou esperar dois anos para tentar extirpar uma das piores derrotas da sua gloriosa história. Em 2005, quando a equipe saiu em clima festivo para o vestiário na decisão da Liga dos Campeões da Europa, os 45 minutos seguintes, a entrega das medalhas e do troféu pareciam ser uma mera formalidade.

Bastaram sete minutos, porém, para que as cenas desejadas de festa se tornassem apenas imaginação. E para que o temor tomasse conta e se tornasse uma enorme decepção quando o Liverpool venceu a disputa de pênaltis após um incrível empate por 3 a 3.

As vitórias em campo recolocaram as equipes em uma final da Liga dos Campeões. Dessa vez, em 2007, na cidade de Atenas. O Milan era o favorito, mas havia um peso gigantesco a ser carregado: os sete minutos de dois anos atrás, que agora eram rememorados.

Para superá-los, foi preciso sorte, como aos 44 minutos do primeiro tempo, na primeira finalização da partida do Milan. Pirlo cobrou falta da intermediária, a bola desviou em Inzaghi e impediu a defesa de Pepe Reina. Novamente a equipe italiana ia ao vestiário, no intervalo, em vantagem. Mínima, ao contrário de dois anos atrás.

Para mantê-la e ampliá-la, também foi necessário o talento de Kaká. Craque e artilheiro do torneio, com dez gols, o brasileiro foi coadjuvante, mas decisivo na final ao dar passe para Inzaghi, aos 37 minutos do segundo tempo, confirmar a sua sina de atacante decisivo ao marcar o segundo gol seu e do Milan na final.

O Liverpool ainda reagiu, fez um gol aos 43 minutos com Kuyt. Mas o terror não se repetiu. E se a derrota de 2005 seguiu e seguirá marcada na história do Milan, o sentimento final em 2007 foi de satisfação, alegria e alívio. E com o sétimo troféu da Liga dos Campeões na galeria.

Leandro Augusto publica vídeos sobre esportes aos sábados no Sete Doses.

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