Um dos maiores desafios de escrever regularmente em um espaço como este é ter ideias. Parece que uma semana é bastante, mas quando você vê já chegou o dia de produzir o novo post. Imagino que deva ser bem pior para os colegas de Sete Doses que escrevem ficção, afinal, ter uma grande ideia de um grande texto toda semana não é tarefa fácil.

Vivemos uma época em que a tecnologia, a economia, as relações internacionais já avançaram a passos largos. Nunca foi tão fácil se comunicar. O que faltam são ideias.

Vira e mexe vemos projetos que valorizam e premiam boas ideias. Já citei por aqui o KickStarter, site para quem tem uma boa ideia conseguir financiamento para realizá-la. Alguns bancos apostam em programas que premiam atitudes sustentáveis, novos negócios, gente que consegue novas saídas para velhos problemas.

Nas pesquisas buscando assuntos para este espaço, vi há algumas semanas duas notícias que hoje cabem aqui. Dois lados da moeda.

De um lado, o NY Times anuncia que está sem ideias. No início do mês, um dos mais respeitados e conceituados jornais do mundo encerrou as atividades de um de seus mais divertidos produtos derivados: o blog Idea of The Day.

O espaço era um apanhado de coisas interessantes que os editores do jornal viam diariamente pela internet a fora. A justificativa é que “os recursos andam escassos e a as possibilidades são muitas e vamos investir em outras frentes”. É claro que a história de estar sem ideias é uma brincadeira, mas a pegadinha linguística não deixa de ser engraçada.

Por outro lado, acontece em novembro uma das mais interessantes iniciativas acadêmicas que eu já vi no Brasil. A FIAP conseguiu uma parceria para trazer ao País a Singularity University.

O curso tem duração de cinco dias e é a primeira vez que é realizado fora dos EUA. Criado pela NASA (sim, aquela dos astronautas), o programa visa discutir modelos de negócios para os problemas do mundo. Parece simples, mas também parece dificílimo.

O curso custa absurdos 8 mil reais, mas acredito que deva ser um interessantíssimo exercício com um dos programas de ensino mais modernos do mundo, para exercitar algo que a grande maioria de nós não faz durante anos da faculdade (e os depois dela também). Larry Page, o cara que criou o Google, afirmou outro dia que, caso ainda fosse estudante, era esse o curso que ele gostaria de fazer. Concordo com ele.

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses e apoia as novas regras ortográficas da língua portuguesa, mas acha que ‘idéias’ era bem mais bonito.

 

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