Quando trocou o Barcelona pelo Flamengo no final de 1994, Romário era o melhor jogador do mundo e acabara de ser o personagem principal da conquista do título da Copa do Mundo dos Estados Unidos pela seleção brasileira. Por isso, essa foi a maior contratação da história do futebol do Brasil.

Romário, porém, não conseguir obter os resultados que se imaginavam quando foi contratado. Conquistou apenas dois títulos estaduais (1996 e 1999) e participou da vitoriosa campanha da Copa Mercosul de 1999, mas já não estava no clube na final do torneio.

Mas o futebol não se faz apenas de galeria de taças. Romário se envolveu em polêmicas, levantou a imagem do Flamengo e colecionou desafetos no mesmo ritmo que marcou gols. Foram 204, que o tornaram o terceiro maior artilheiro da história do time. Mais do que isso, Romário teve atuações brilhantes, que aumentaram a galeria de feitos de um dos maiores jogadores da história do futebol.

Em 1999, Flamengo e Corinthians tinham desempenho medíocre no Torneio Rio São Paulo. Mas o encontro dos dois gigantes, com ares de clássico, sempre mobiliza os clubes. E também seus torcedores e jogadores.

Romário foi ao Pacaembu e fez história. Distribui dribles, passes precisos e gols. Aos seis minutos, fez um dos gols mais antológicos da sua carreira. Com um elástico, passou pelo marcador Amaral e finalizou com a simplicidade que só um gênio como Romário tem.

Ainda haveria tempo para mais um golaço, no segundo tempo, que desencadearia duas reações diferentes do torcedor corintiano. Invasão de campo para protestar contra os seus jogadores e aplausos efusivos a Romário.

O Baixinho deixou o Pacaembu mais uma vez consagrado como o gênio da grande área, um sinônimo para o atacante que melhor soube ocupar espaços e marcar gols nos últimos 30 anos no futebol mundial.

Leandro Augusto publica vídeos sobre esportes aos sábados no Sete Doses.

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