Na última terça-feira eu esteva escrevendo esse mesmo texto quando isso aqui ó aconteceu. Mas o assunto ainda é relevante, então retomo nesta semana.

Na última Mostra de Cinema de São Paulo, que terminou no feriado passado, foi exibido o longa A Rede Social (The Social Network), de David Fincher, que promete ser um dos principais lançamentos desse fim de ano. O longa conta a trajetória de Mark Zuckerberg, que ficou famoso por ser o criador do Facebook (e atualmente é o bilionário mais jovem do mundo).

David Fincher é diretor de alguns dos melhores filmes americanos dos últimos anos, como Seven, Clube da Luta e Zodíaco. Além de ter dirigido clipes como Love’s Strong, dos Rolling Stones e Only, do NIN, entre vários outros.

A primeira vez que ouvi falar sobre o filme, achei que tinha tudo para ser um porre: a história de um nerd que se junta a outros nerds e fica rico programando um site. Caí do cavalo quando comecei a ler o livro no qual o filme se baseia: Incidental Billionaires, de Ben Mezrich. A interessante trama e o modo como ele é contado me prenderam bastante a atenção.

O filme conta como Zuckerberg criou o Facebook. Resumidamente, foi assim: ele era nerd demais para ser convidado para um dos clubinhos de Harvard, onde os alunos influentes se reuniam e de onde saíram uma série de presidentes americanos, CEOs de grandes empresas e pessoas importantes do passado e do presente.

Com a ajuda de um amigo brasileiro, o economista Eduardo Saverin, Zuckerberg cria um site que compara fotos das garotas do campus, que acaba derrubando a rede de Harvard. A façanha chama atenção de um grupo que estava querendo modernizar o sistema de registro dos alunos da universidade. Uma ideia levou à outra e Zuckerberg, ajudado por Saverin, cria o Facebook, que rapidamente cresceu, despertando a ira de muita gente.

Boa parte do filme mostra como as pendências do rapaz com os ex-sócios foi resolvida na Justiça, com acordos de dezenas de milhões de dólares. O clima pesado do filme dá à pendenga um status de thriller daqueles bons, mesmo sem ninguém morrendo ou (quase) nenhuma violência envolvida.

É inevitável torcer pelo brasileiro e achar Zuckerberg um babaca, imagem que ele vem refazendo ao longo de várias entrevistas na TV americana. Interessante ver como uma empresa criada há tão pouco tempo é hoje uma das maiores marcas do mundo e ver como sorte e contatos muitas vezes influenciam bastante quando algo assim acontece.

Se você quiser ler o livro, pode baixá-lo (em inglês) aqui [no fim da página há um link SAVE TO YOUR PC], ou então ler o primeiro capítulo em português aqui. O filme já está rolando na sua rede de torrents mais próxima, ainda em qualidade questionável. Logo mis cai na rede uma qualidade decente. Vale o download ou o ingresso quando ele estrear por aqui (o que deve acontecer no dia 3 de dezembro).

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses e ainda se recupera dos três buracos na barriga, que deixarão cicatrizes tão sexys quanto uma briga de anãs no Catupiry

Anúncios