Nunca fui muito fa de Paris, mas tambem nao havia encontrado uma boa justificativa. Sempre achei que a cidade-luz, mesmo tao obviamente indispensavel para tanta gente, nao e la tao especial como seus excelentes museus, restaurantes, monumentos e cafes a consagraram. Com isso, nao estou dizendo absolutamente que se trata de uma cidade feia, apenas que eu nao encontrei ali e em nenhum outro lugar ate agora uma atmosfera tao intrigante e majestosa quanto eu acabo de ver em Budapest.

Infelizmente, nao tenho mais tempo para destrinchar meus motivos neste post; tenho que pegar um onibus em alguns minutos para Bratislava, mas antes precisava pelo menos deixar essa centelha de deslumbramento que me virou de ponta-cabeca desde que eu ingressei no espaco aereo hungaro e comecei a me encantar com bigodes, aguas termais, ladrilhos coloridos, arquitetura modernista, os ladrilhos coloridos, os doces, a simpatia dos hungaros, o vinho branco, o vacuo ocupado entre o nazismo e o comunismo, a dor, o renascimento.

Köszönöm, Buda Pest!

Ricardo Torres escreve sem acentos, de um teclado com simbolos como ß Ł ł &˘˛¸Ű, nesta terca-feira para o Sete Doses

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