Vivia mais um dia tentando esquecê-lo com ele lá. Olhava e achava tudo absurdamente exagerado nele. Achava sua barba meio falsa e aquela pinta do lado da boca apenas uma imitação barata de um clássico. Pensava que não existia muito naquele relacionamento. Se viam pouco, de forma superficial e apagada. O sexo era bom, ela gostava do queixo dele, basicamente do queixo dele. E ele gostava porque ela cuidava dele.

Seria isso, um relacionamento fardado ao fracasso. Uma causa perdida.

Ana Luiza Ponciano escreve aos sábados no Sete Doses e ninguém comenta

Anúncios