Tenho Sevilha em minha casa. 
Não sou eu que está chez Sevilha. 
É Sevilha em mim, minha sala. 
Sevilha e tudo o que ela afia. 

Sevilha veio a Pernambuco 
porque Aloísio lhe dizia 
que o Capibaribe e o Guadalquivir 
são de uma só maçonaria. 

(…)

João Cabral de Melo Neto, outrora diplomata alocado em Sevilha, despediu-se da cidade com as melhores letras. Eu me despedi com uma caminhada de um dia inteiro, quilômetros de memórias, músicas, sabores e cheiros.

Mas houve pouca melancolia. Sei que voltarei a Sevilha sempre quando quiser.

João, também tenho Sevilha em minha casa.

Ricardo Neves Torres escreve às terças-feiras para o Sete Doses

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