A saia bufante diminuía as gotas de chuva que secavam sua ansiedade.
Como ele ousava dizer que não era nada, que ela era fria?
Passava parte do tempo apenas tentado provar como poderia reverter a  situação?
Como poderia provar que ele estava errado?
A chuva continuava e consternava sua mente, por que as pessoas precisam ficar juntas de morrem sozinhas, quase sempre desamparadas?
Mas ele queria morrer por ela, morrer com ela se necessário. Aquilo era demais, dava sono, dava vontade de desistir. De ser apenas ela sem ele.
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Ana Luiza Ponciano escreve aos sábados no Sete Doses
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