Libertadores, Rogério Ceni e São Paulo foram termos praticamente inseparáveis nos últimos dez anos. Tanto que o goleiro causou polêmica em 2008 ao declarar, durante um momento de crise do clube do Morumbi no Campeonato Brasileiro, que não se via jogando em Macapá, pela Copa do Brasil, mas em Maracaibo, pela competição continental.

Em 2010, em uma mera coincidência (talvez causa pelo destino, para quem acredita), Rogério Ceni alcançou mais uma das suas expressivas marcas históricas pelo São Paulo logo em uma partida da Libertadores. E em uma daquelas decisivas, em que mais de 40 mil torcedores encheram o Estádio do Morumbi.

Após empate modorrento no Peru por 0 a 0, o São Paulo voltou ao seu estádio para tentar avançar às quartas de final da Libertadores contra o Universitário precisando apenas de uma vitória simples. O encontro, sempre especial para o são-paulino por envolver a competição continental, era ainda mais importante para Rogério Ceni, que completou naquela noite de terça-feira 900 jogos pelo clube.

O roteiro óbvio indicava classificação fácil com festa para o goleiro, mas saiu do controle. Duas bolas pararam na trave, outras no peruano Llontop e algumas na fase ruim do São Paulo, que se somaram aos erros do técnico Ricardo Gomes. E um novo 0 a 0 levou a disputa para os pênaltis.

O São Paulo ficou sob enorme risco de eliminação quando Rogério Ceni desperdiçou a sua cobrança. Mas o goleiro se reabilitou. Defendeu dois pênaltis, classificou seu time para as quartas de final da Libertadores e mostrou, mais uma vez, que o ídolo são-paulino não tem perfil de vilão no Morumbi.

 

Leandro Augusto publica vídeos sobre esportes aos sábados no Sete Doses.

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