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Renato Rocha promove seus trabalhos as quartas-feiras no setedoses

De tempos em tempos surge na internet um site ou um blog que reúne imagens engraçadinhas e acaba virando hit, daqueles que passam de e-mail em e-mail, msn em msn, twitter em twitter.

Situações engraçadas, fotografadas no momento certo, pessoas com semelhanças com algo em especial, ou mesmo só algo que, de tão babaca, é engraçado.

Pode-se questionar a qualidade fotográfica e o aspecto de “arte” desse tipo de site. Mas duvido que você não gaste uns cliques nos exemplos a seguir:

Men Who Look Like Old Lesbians

A idéia é simples: postar fotos de homens que se parecem com lésbicas velhas. O que parece babaca se torna uma boa fonte de risadas e daquele pensamento de: Como é que eu não tinha pensado nisso antes…

Women With Mustaches

Esse de gosto duvidoso, mostra mulheres com bigodes. Ainda está no comecinho, mas tem tudo para virar hit. Até gera umas risadas, mas no geral rola aquele “Pãtz…”

The Fail Blog

Este o mais famoso, meu preferido e no qual você provavelmente vai gastar mais tempo. A idéia é simples, mande pra lá fotos de situações que deram errado. Tem cada coisa inacreditavelmente fotografada, que parece mentira.

This is Photobomb

Sabe aquela foto que parece perfeita, mas que quando você vai olhar direito tem um detalhe esquisito? Então…

Ugliest Tattoos

E para fechar, o Ugliest Tattoos. Tente não sentir aquela pontinha de vergonha alheia por alguém que vai carregar na pele para sempre algo assim…

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras para o Sete Doses.

Antigamente dizia-se que ao ler um livro, “viajava-se para outro lugar, utilizando a imaginação”. Fato. Quem nunca esteve nas trincheiras de uma guerra, nos canais de Veneza, nos tempos de Jesus em Nazaré, navegando pelo espaço em uma nave, enfim, em qualquer lugar, enquanto mergulhava nas páginas de um livro?

Hoje em dia, essas “viagens” ficaram cada vez mais palpáveis. Quem em 1998 achava o máximo embarcar em um avião do Flight Simulator e, 6 horas de vôo depois, passar sobre um canal do Panamá pixelizado e tosco, hoje deve ter ereções ao ver o Google Street View.

Em linhas gerais, funciona assim: equipes do Google viajam pelo mundo visitando e filmando pontos estratégicos. Depois, colocam esse vídeo no Google Maps, transformando-o em algo interativo. Você consegue ver 360º e “andar” pela extensão filmada. Dá para atravessar a pé a Golden Gate, ou dar um rolê na Praça Vermelha, aí, sentadão na tua casa.

Se o Google Earth já te tira horas de sono, imagine como será quando o Street View cobrir boa parte do mundo? Imagina bater um papo via webcam no portão daquela tia avó no interior da Itália? Ou ver um striptease caminhando pelo bairro da luz vermelha em Amsterdam.

Juntando imagem e som de uma forma chocante, o fotógrafo Dudu Tresca criou o excelente site www.br360.com.br, que traz imagens panorâmicas em 360º (para os lados e para cima) de diversos pontos da cidade de São Paulo.

Panorama da Ponte Estaiada by Dudu Tresca (www.br360.com.br)

A experiência criada por Dudu Tresca chega a ser emocionante. Experimente visitar a foto de um lugar onde você já esteve (certamente, em pelo menos uma das opções você já botou os pés de verdade) e dê uma “voltinha pelo ambiente”.

Isso sem contar com a qualidade técnica do site, que cria algo realmente bacana sem te fazer esperar por horas para carregar.

Um “primo pobre” é o site SP360, que traz algumas imagens em 360º de alguns pontos da cidade de São Paulo, porém sem a beleza e a grandeza do site de Dudu Tresca. Ainda assim, vale como uma consulta rápida antes de ir a um restaurante ou bar.

Se antes já era divertido conhecer novos lugares usando a imaginação, hoje em dia ficou ainda melhor. Museus, parques, ruas do mundo todo estão há uns cliques. É evidente que não substituem a experiência presencial de conhecer algo, mas imaginem quão mais divertidas seriam as aulas de geografia na escola se já existisse um brinquedinho desses…

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses.

Hoje eu começo aqui neste espaço um especial em algumas partes, tratando de um dos meus assuntos preferidos quando se trata de imagem: Lomografia.

Em linhas gerais, lomografia é a arte de fazer fotos usando equipamento de baixa qualidade, que muitas vezes têm “defeitos” se comparados aos usados em fotografia profissional, mas que justamente por isso, deixam cada imagem com uma cara única e imprevisível.

Então, para começo de conversa, segue abaixo uma matéria que fiz para o mega portal laranja em que trabalho, mas que também está indicado para a leitura de iniciantes no site da Sociedade Lomográfica Brasileira (aliás, quem se interessas, dá uma lida nesse artigo inteiro. É meio um “tudo o que eu sempre quis saber e não tinha para quem perguntar”. Aqui, diferente da matéria publicada, ilustro com minhas fotos.

Lomografia: a arte de fotografar com baixa tecnologia

Enquanto as empresas de equipamentos fotográficos batalham para ver quem lança câmeras com mais recursos, existe um grupo – cada vez mais crescente – que promove uma volta ao passado, fotografando com filme em câmeras que muitas vezes parecem de brinquedo: são os amantes da lomografia.

O nome da prática vem da empresa soviética de equipamentos eletrônicos LOMO. No início dos anos 90, dois amigos austríacos estavam em Praga de férias e, sem câmeras fotográficas, resolveram comprar duas máquinas baratas. O modelo escolhido foi a LC-A, da LOMO, que se tornou o símbolo da lomografia.

De volta a Viena, os dois amigos, impressionados com o resultado das fotos – cores vivas, com ar de “antiguidade” e as famosas “vinhetas” (bordas escurecidas nos quatro cantos da foto) passaram a comprar e vender as câmeras lomo para os amigos. Estava fundada a Lomographic Society International.

Rapidamente a mania se espalhou por diversos lugares do mundo, inclusive o Brasil. As câmeras passaram a ser vendidas para os países ocidentais pela LSI. Câmeras antigas foram “ressuscitadas” por fotógrafos amadores e a Internet se tornou o principal meio de troca de informações sobre câmeras, técnicas de fotografia e revelação e claro, para expor as fotos.

O grande diferencial das câmeras lomográficas é a baixa tecnologia. Corpo e lentes de plástico, poucos – ou nenhum – ajustes manuais e às vezes alguns “defeitos”, como vãos que permitem a entrada de luz, são alguns dos “charmes”.

Entre as câmeras favoritas dos lómógrafos estão modelos tanto da LOMO quanto de outras empresas. Entre as vendidas pela LSI, a LC-A é objeto de desejo de 9 entre 10 amantes da lomografia. A alta procura fez também com que seu preço fosse supervalorizado. Na loja da LSI, o pacote básico custa US$ 250. Já no eBay – maior site de leilão dos EUA, uma LC-A varia entre US$ 100 a US$ 200. No Brasil, a LC-A é artigo raro, disputado em site de leilão e fóruns. Seus valores normalmente ultrapassam a casa dos R$ 500 (preço equivalente a uma câmera compacta digital de alta definição).

Entre outros modelos oferecidos pela LSI estão a Fisheye (com lente olho de peixe, que dá um formato arredondado à imagem), a Smena, a ColorSplash (com flashs coloridos), as SuperSampler e Action Sampler (com 4 lentes, que criam uma interessante montagem de imagens na mesma foto) e as de médio formato Holga e Diana F, que usam filme de 120mm.

Outros modelos como as séries XA, Trip e Pen, da Olympus, câmeras da também soviética Zenit, compactas da Minolta, Yashica e Cosina, entre outras também estão entre as favoritas dos lomógrafos.


Lomógrafos brasileiros
O Brasil também tem sua Sociedade Lomográfica, que conta com um site (www.lomography.com.br) com dicas, artigos e perfis de fotógrafos. Larissa Ribeiro, uma das redatoras do site, conta que ele é aberto a contribuições. “Hoje em dia só temos três redatores, eu, o Julio França e Damião Santana. Quem quiser contribuir mais assiduamente, postando notícias, artigos ou fotos é só entrar em contato que adicionamos como redator”.

Ela conta que entre suas câmeras favoritas estão a Holga, a LC-A e a Diana. “Acho também a Olympus XA2 uma ótima câmera. É compacta e fácil de usar como a LC-A, tem resultados parecidos mas é bem mais barata, você compra aqui no Brasil mesmo, essa a LSI não vende. Recomendo a Holga pra quem não tem medo de experimentar e, principalmente, quem não tem medo de se frustrar e de errar mil vezes até acertar”.

Os lomógrafos brasileiros também se reúnem em fóruns (como no Orkut e no site de fotos Flickr) e no grupo de discussão LomoBR, que conta atualmente com mais de 300 membros.


Fotos profissionais
A fotógrafa Caroline Bittencourt costuma usar suas câmeras lomo inclusive para fins profissionais. “Eu acho que cada câmera/filme/filtro tem sua personalidade e busco harmonizar com o porquê da foto – quem, o que, e para quem estou fotografando…Por isso não vejo diferenças que poderiam limitar profissionalmente o uso da lomo”.

Dona dos modelos LC-A, Holga, Colorsplash, Supersampler, Action Sampler e uma Lubitel, Caroline já publicou em jornais e revistas fotos feitas com suas câmeras – como a do quadrinhista Rafael Grampá para a revista Época SP e da banda Kassin+2, publicada em vários veículos.

Mandamentos
A LSI tem uma série de “mandamentos” que não se levam muito a sério: 1. Leve a sua Lomo onde você for; 2. Fotografe durante todo o tempo, em qualquer hora, seja dia ou noite; 3. A lomografia não interfere na sua vida, ela é parte dela; 4. Aproxime-se o máximo que puder de seu objeto de desejo lomográfico; 5. Não pense; 6. Seja rápido; 7. Você não precisa saber antes o que fotografou…; 8. … nem depois; 9. Fotografe sem olhar no visor e por final, 10. Não se preocupe com as regras.


A intenção é experimentar, buscar novos ângulos para fotografar e aguardar o resultado das revelações.

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses.

Pátio do colégio no centro de São Paulo

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Foto produzida logo após a lavagem da rua, aproximadamente 1h da manha de uma quinta-feira

Renato Rocha publica suas fotos às quartas-feiras no Sete Doses