A cloud computing (ou computação na nuvem, numa tradução livre) é uma das tendências da tecnologia para os próximos anos, ao lado da mobilidade. Consiste em aplicativos que rodam direto na internet, via navegador, sem a necessidade de instalação no computador.

 

Pouca gente sabe que existem extensões que substituem quase tudo que os softwares tradicionais fazem, são leves e na maioria das vezes de graça. Separei então alguns aplicativos da Web Store do Chrome, o navegador do Google (melhor opção atualmente, por ser leve, funcionar que uma beleza e dar muito pouco problema. O RockMelt, que indiquei há algumas semanas funciona com o mesmo sistema. Então essas dicas também servem pra ele).

Primeiro vamos à Web Store. Com interface amigável, é parecida com a da Apple. Passando o mouse sobre o escolhido aparecem algumas infos e avaliações dos usuários. Querendo instalar, com dois cliques está resolvido.

Sabia que é possível editar arquivos de AutoCad, o terror dos computadores modestos, direto do navegador? Claro que não funciona com a mesma robustez de um Mac, mas quebra um galho e tanto para arquitetos, designers e afins.

Precisa dar um trato nas fotos e está sem Photoshop? O Aviary resolve. Com interface parecida, funciona por camadas e corresponde à maioria das funções do sotware da Adobe.

Uma das ferramentas que mais me impressionou é o Audiotool. Quem já mexeu com editores de música vai achar a interface semelhante. Quem nunca mexeu, com algumas horas fuçando já domina boa parte das opções. O aplicativo já vem com uma série de samplers, mas você pode adicionar os que já tem no computador e quer usar. É de graça e funciona tão bem quanto programas caros.

Uma última dica é para quem quer fazer vídeos simples mas não quer usar o sofrível Movie Maker. O Stupeflix transforma suas fotos e clipes em um vídeo com visual mais bacana.

 

E há uma série de outros aplicativos, extensões e temas. Vale dar uma olhada. E se você ainda não sua o Chrome, baixa lá, que é de graça.

 

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses

Agora você pode conhecer museus de diversos países sem sair de casa, graças ao nosso querido Google. Lembram quando um grande jornal de São Paulo lançou uma coleção de livros com obras de arte, vendendo a ideia como a possibilidade de visitar museus sem precisar viajar? O Google levou a coisa a outro patamar com o lançamento do Art Project.

 

Usando a mesma ferramenta do Google Street View, agora é possível fazer um tour por 17 museus de 11 cidades, com mais de mil obras em alta definição. O vídeo abaixo mostra como funciona:

 

Além disso, 17 obras estão em “superdefinição”, com detalhes que não são vistos a olho nu.

 

O Google Art Project, obviamente, não substitui a experiência da visita ao museu, mas possibilita a estudantes, artistas e interessados em cultura em geral uma chance de conhecer obras de maneira mais interativa que nas páginas de um livro.

 

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses

Quem nunca esteve na seguinte situação: tem uma entrevista de emprego, ou um aniversário, médico, compromisso qualquer em uma rua X da cidade e não tem/ está sem carro e não faz a menor ideia de como chegar lá…

Perguntar pra amigo é sempre uma faca de dois gumes. Não raro indicam um ônibus que passa BEM longe do local, e te faz ficar naquele desespero de não saber se vai chegar.

Para isso, essa semana começou a funcionar um serviço bem legal, o Cruzalinhas. Você coloca um endereço e ele, pelo Google Maps, mostra quais são as linhas de ônibus que passam por ali e de onde elas vêm.

Como teste, na imagem abaixo, coloquei um endereço aqui perto de casa. Já dá pra ter uma ideia de quantas linhas atendem o local. Testei com o trabalho e também funcionou.

 

Já existia um serviço parecido, o OnBus. Mas em todas as tentativas que eu fiz ele nunca funcionou direito. O Cruzalinhas e eficiente na primeira.

Um serviço assim dá só um gostinho do que pode ser feito com uma ferramenta poderosa como o Google Maps. A qualquer momento, com o celular, você consegue saber caminhos, traçar rotas, descobrir onde estão lojas, serviços e o que mais imaginar.

Este blog, o Google Maps Mania tem um monte de mashups já feitos com o serviço. Vale a pena conferir.

 

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses e adora mapas, mesmo se confundindo com eles quando mais precisa

Nos últimos dias tem rolado um bafafá sobre um novo serviço do Google, o Wave, que promete ser a nova grande coisa do serviço, que nos últimos anos dominou de forma assombrosa o mercado de tecnologia.

Atualmente é bem difícil viver sem o Google. Todo mundo tem pelo menos um serviço ligado à empresa: ou usa o Gmail, ou lê os feeds no Reader, vê os vídeos no Youtube, dá uma espiada no Orkut, e por aí vai.

Mas o que o Wave traria de novidade? E por que tanta gente ficou enchendo o saco no Twitter para ganhar um convite para essa coisa?

De novidade mesmo, pouco. O grande atrativo é que ele junta em uma coisa só diversos serviços.

Imagine a seguinte situação. Dois amigos jornalistas estão escrevendo um texto para uma revista. Eles trocam e-mails separando o que cada um vai fazer. Depois escrevem, trocam mais e-mails comentando isso, depois mandam arquivos anexos para o outro baixar em seu desktop, abrir o Word, mudar as partes, escrever outro e-mail, anexar o corrigido, e mandar, em um loop que dura horas, dias. Depois de tudo, eles precisam reunir o texto todo em outro arquivo, mandar para o editor, que vai ler, corrigir, enviar de volta e…

Não seria mais fácil se as partes fizessem tudo isso em um lugar só, acompanhando em tempo real o que está acontecendo, sem trocas de e-mail que podem acabar se perdendo por aí, otimizando o tempo e o trabalho? É mais ou menos isso que o Google Wave faz.

Outro exemplo: sabe aqueles e-mails de amigos que vão para dezenas de pessoas combinando algo, aí um esquece de dar um reply to all e a comunicação precisa voltar algumas etapas para que todos voltem a acompanhar? Então, é a união do e-mail, msn, docs, entre outras coisas, em um lugar só, de qualquer ponto do mundo.

Esse vídeo mostra de forma engraçadinha algumas das funcionalidades do recurso. Para quem se interessar e for nerdy o suficiente, tem aqui a apresentação completa do serviço.

A má notícia é que por enquanto, o Wave ainda é para apenas alguns sortudos que receberam o convite. O serviço ainda passa por testes e tem instabilidades, que o tornam impraticável para uso comercial por milhões de internautas. Mas quando vier pra valer, amigo…

 

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses e não ganhou um convite para o Google Wave.

 

Antigamente dizia-se que ao ler um livro, “viajava-se para outro lugar, utilizando a imaginação”. Fato. Quem nunca esteve nas trincheiras de uma guerra, nos canais de Veneza, nos tempos de Jesus em Nazaré, navegando pelo espaço em uma nave, enfim, em qualquer lugar, enquanto mergulhava nas páginas de um livro?

Hoje em dia, essas “viagens” ficaram cada vez mais palpáveis. Quem em 1998 achava o máximo embarcar em um avião do Flight Simulator e, 6 horas de vôo depois, passar sobre um canal do Panamá pixelizado e tosco, hoje deve ter ereções ao ver o Google Street View.

Em linhas gerais, funciona assim: equipes do Google viajam pelo mundo visitando e filmando pontos estratégicos. Depois, colocam esse vídeo no Google Maps, transformando-o em algo interativo. Você consegue ver 360º e “andar” pela extensão filmada. Dá para atravessar a pé a Golden Gate, ou dar um rolê na Praça Vermelha, aí, sentadão na tua casa.

Se o Google Earth já te tira horas de sono, imagine como será quando o Street View cobrir boa parte do mundo? Imagina bater um papo via webcam no portão daquela tia avó no interior da Itália? Ou ver um striptease caminhando pelo bairro da luz vermelha em Amsterdam.

Juntando imagem e som de uma forma chocante, o fotógrafo Dudu Tresca criou o excelente site www.br360.com.br, que traz imagens panorâmicas em 360º (para os lados e para cima) de diversos pontos da cidade de São Paulo.

Panorama da Ponte Estaiada by Dudu Tresca (www.br360.com.br)

A experiência criada por Dudu Tresca chega a ser emocionante. Experimente visitar a foto de um lugar onde você já esteve (certamente, em pelo menos uma das opções você já botou os pés de verdade) e dê uma “voltinha pelo ambiente”.

Isso sem contar com a qualidade técnica do site, que cria algo realmente bacana sem te fazer esperar por horas para carregar.

Um “primo pobre” é o site SP360, que traz algumas imagens em 360º de alguns pontos da cidade de São Paulo, porém sem a beleza e a grandeza do site de Dudu Tresca. Ainda assim, vale como uma consulta rápida antes de ir a um restaurante ou bar.

Se antes já era divertido conhecer novos lugares usando a imaginação, hoje em dia ficou ainda melhor. Museus, parques, ruas do mundo todo estão há uns cliques. É evidente que não substituem a experiência presencial de conhecer algo, mas imaginem quão mais divertidas seriam as aulas de geografia na escola se já existisse um brinquedinho desses…

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses.