Se a Bahia tem 365 igrejas
Um amor se fez em 365 dias!

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Na calada da noite
Ressalto palavras de amor,
Trabalho as ideias do estar junto,
Do querer bem e querer sempre

No passar dos dias nos conhecemos
Nos encontramos em novas circunstâncias
Que mudam nossa maneira de ver e de pensar
De sentir e de falar sobre as coisas da vida

Basta um sorriso para me fazer feliz
Que continuamente me derreto em tentativas
Para vislumbrar de você

Basta um alô, um bom dia contente
Que traz a serenidade vir em mente
E o laço fraterno purificado

Para o seu pedido,
Faço um desejo,
De pestanear em versos o que temos de bom!

Tradução do poema

Eu quero você
Um sonho abençoado
Te beijei
Na telepatia dos meus dias
Não são apenas desejos
Projetos inconsistentes
Pinturas de minha alma
Caprichos da natureza
Superior momento de prazer!
Eles são pétalas de amor
Será que o dia
Dor durante a noite
Você não me tem em sua cama.
Opacidade tocar em você
Tenta mapear
Mas você sabe …
Um dia virá
E nós amamos uns aos outros
Na nossa sala de amor

Fernando Macedo publica seu podcast às segundas-feiras para o Sete Doses com o sabor da alegria de que o mês mais longo do ano passe como aprendizado.

A serenidade de um espelho vivo

Não deixo de caminhar sem pensar no passado
E ao cumprimentar o presente busco o aprender
Do viver em verso e prosa, beleza e alegria

De toda imagem que busco me encontrar
Não além da que reflete em dúvida de saber
E que resiste ao tempo por ultrapassar o medo

Tenho hoje asas por ter sido criado com razão
Retribuo com muita força e descobertas
De valorizar o que sempre é feito com coração

Me lanço ao mundo como figura próspera
De alma leve para transmitir o que muito quero ter
A sequência de uma canção, com ternura e afeto
Com a sua companhia de mulher amada, meu amor!

E falo da alegria, do estar bem, do estar em reflexão,
Do completo que se abre com a distância,
Feita em devoção ao que perdemos na cegueira do coração
E jamais perdida com a bem vivida infância

Um sentimento para o dia que se passou!
Com laços de uma vida feliz!

Fernando Macedo publica seu podcast às segundas-feiras para o Sete Doses.

Zé da Luz – A poesia feita do jeito que se fala

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AI! SE SÊSSE!…

Se um dia nós se gostasse;
Se um dia nós se queresse;
Se nós dos se impariásse,
Se juntinho nós dois vivesse!
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nós assubisse?
Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué toulíce?
E se eu me arriminasse
e tu cum insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse?…
Tarvez qui nós dois ficasse
tarvez qui nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôdas fugisse!!!

AS FLÔ DE PUXINANÃ
(Paródia de As “Flô de Gerematáia” de Napoleão Menezes)

Três muié ou três irmã,
três cachôrra da mulesta,
eu vi num dia de festa,
no lugar Puxinanã.

A mais véia, a mais ribusta
era mermo uma tentação!
mimosa flô do sertão
que o povo chamava Ogusta.

A segunda, a Guléimina,
tinha uns ói qui ô! mardição!
Matava quarqué critão
os oiá déssa minina.

Os ói dela paricia
duas istrêla tremendo,
se apagando e se acendendo
em noite de ventania.

A tercêra, era Maroca.
Cum um cóipo muito má feito.
Mas porém, tinha nos peito
dois cuscús de mandioca.

Dois cuscús, qui, prú capricho,
quando ela passou pru eu,
minhas venta se acendeu
cum o chêro vindo dos bicho.

Eu inté, me atrapaiava,
sem sabê das três irmã
qui ei vi im Puxinanã,
qual era a qui mi agradava.

Inscuiendo a minha cruz
prá sair desse imbaraço,
desejei, morrê nos braços,
da dona dos dois cuscús!


Fernando Macedo publica seu podcast às segundas-feiras para o Sete Doses.

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A feira do amor, receita do saudável organograma sentimental

Alô freguesia dos apaixonados
Trago a receita do amor,
A verdadeira face e instinto sedutor
Por isso, segredo aos desesperados

Vista-se com o tecido da paixão
Leve nos bolsos as chaves do esquecimento
E abra todo o seu íntimo sentimento
Ao entardecer desse poema-cordão

Pegue uma bacia de calor humano
De todas as horas ao lado da amada

Amarre uma sacola cheia de beijos
Para junto do quilo de carinhos
Rechear essa torta de amassos

Exprema o limão bem expremido,
E faça da uva, um macio segredo aos lábios
Não deixe de cobrir as curvas, pois os montes fazem esquentar o molho

Mexa, mexa, mexa até o tempero escorregar,
E o frio desejo sair de uma calma vontade de gritar!!!

Leve para a balança e veja que ao beijar
Você vai querer essa receita novamente aplicar

Nas noites e dias, na cama!
Me ama, me ama!


Fernando Macedo publica seu podcast às segundas-feiras para o Sete Doses

Para o segundo encontro trago a criativa composição de nomes/ apelidos para a danada da cachaça. Para tanto peço que venham nessa embarcação e subam em nosso humilde navio, sentem-se e fiquem a vontade. O poema já vai começar, voila!

Busquem cachaça ao mar
Plinio Nogueira

Queixo de tracejo por onde deixo o meu cantar,
Não quero ninar com velas, nem com o copo a derramar,
Quero temperos no percorrer do seu beijar
Vamos deixar a ideia sumir em alto-mar?

E pularei ao mar para brindar a vida,
Mas antes, sereia, preciso treinar,
Traga um copo que eu vou te falar,
Com quantos nomes se faz um drink a tomar:
Tome fôlego e comece a brincar:
Um, dois…..

Nomes para cachaça
Autor desconhecido

Abre, abrideira, aca, aço, a-do-ó, água-benta, água-bruta, água-de-briga, água-de-cana, água-que-gato-não-bebe, água-que-passarinho-não-bebe, aguardente de cana, aguarrás, águas de setembro, aninha, a-que-matou-o-guarda, arrebenta-peito, azougue, azuladinha, azulzinha, bagaceira, baronesa, bicha, bico, birinaiti, birita, boa, boinha, borbulhante, boresca, branca, branquinha, brasa, brasileira, cachaça, caiana, calibrina, cambraia, cana, cândida, canguard a, canha, caninha, canjebrina, canjica, capote-de-pobre, catuta, caxaramba, caxiri, caxirim, cinqüenta e um, cobertor, cobreira, corta-bainha, cotréia, cumbe, cumulaia, danada, delas-frias, dengosa, desmancha-samba, dicionário, dindinha, dona-branca, eau de vie, elixir, engasga-gato, espírito, esquenta-por-dentro, filha-de-senhor-de-engenho, friinha, fruta, gás, girgolina, gole, gororoba, gorobeira, gramática, guampa, guarda-chuva, homeopatia, imaculada, já-começa, januária, jeribita, jurubita, jinjibirra, jora, junça, jura, legume, limpa, lindinha, lisa, maçangana, malunga, malvada, mamãe-de-aruana, mamãe-de-luanda, mamãe-sacode, mandureba, marafo, marato, maria-branca, mata-bicho, mé, meu-consolo, minduba, miscorete, moça-branca, monjopina, montuava, morrão, morretiana, mundureba, óleo, orontanje, panete, parati, patrícia, perigosa, pevide, pilóia, pinga, piribita, porongo, prego, pura, purinha, quebra-goela, quebra-munheca, rama, remédio, restilo, retrós, roxo-forte, saideira, samba, schnaps, sete-virtudes, sinhaninha, sinhazinha, sipia, siúba, sugar cane brandy, sumo-de-cana, suor-de-alambique, supupara, táfia, teimosa, terebintina, tiquira, tiúba, tome-juízo, trago, três martelos, uca, uma, uminha, urina-de-santo, water-that-the-little-birds-won’t-drink, xinapre, zuninga… ufa!

Resumindo. “Mé!” Inté

Podcast – Fernando Grito Macedo – Cachaças – Clique aqui para baixar o mp3.


Fernando Macedo publica seu podcast às segundas-feiras para o Sete Doses

Escute o podcast:

Bate o sino do começo

É com imenso prazer que trago em alegre poesia o primeiro podcast do setedoses. Sem muitas delongas, peço que atente para essa humilde e fiel representação poética sobre o começo.

Os Sinos
Poema de Manuel Bandeira

Sino de Belém,
Sino da paixão…
Sino de Belém,
Sino da paixão…
Sino do Bonfim!…
Sino do Bonfim!…

Sino de Belém, pelos que ainda vêm!
Sino de Belém, bate bem-bem-bem.
Sino da paixão, pelos que ainda vão!
Sino da paixão, bate bão-bão-bão.

Sino do Bonfim, por que chora assim?…

Sino de Belém, que graça ele tem!
Sino de Belém bate bem-bem-bem.
Sino da paixão. – pela minha irmã!
Sino da paixão. – pela minha mãe!

Sino do Bonfim, que vai ser de mim?…

Sino de Belém, como soa bem!
Sino de Belém bate bem-bem-bem.
Sino da paixão… Por meu pai?…-Não! Não!
Sino da paixão bate bão-bão-bão.
Sino do Bonfim, baterás por mim?…

Sino de Belém,
Sino da paixão…
Sino da paixão, pelo meu irmão…
Sino da paixão,
Sino do Bonfim…
Sino do Bonfim, ai de mim, por mim!

Sino de Belém, que graça ele tem!

Amém…

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