Esta semana vou fugir um pouco dos assuntos que tenho tratado por aqui para fazer uma reflexão sobre outro assunto que de certa forma dominou a internet nos últimos dias.

Na noite de terça-feira (23) o Big Brother Brasil 10 bateu o recorde de votação – contando todas as edições – num paredão que funcionou como uma disputa heterossexuais x homossexuais. A votação foi assunto predominante no Twitter (chegou a ter sete itens no Trend Topics brasileiro) e se refletiu no número de ligações e cliques (agora que a votação pela internet vale a mesma coisa que a por telefone).

Se você não acompanha o programa, vai um breve resumo: Nesta edição, a décima, dois ex-participantes voltaram à disputa. Um deles foi Marcelo Dourado, um brucutu lutador de vale-tudo, homofóbico declarado, que teve que conviver na casa do BBB com mais gays declarados de que se tem notícia: dois homens e uma mulher já entraram no jogo declaradamente homossexuais.

 

Nesta terça, Dicesar (que trabalha como drag queen), Angélica (jornalista lésbica) e Dourado (o brucutu) se enfrentaram em um paredão que recebeu 77,6 milhões de votos. O que seria normal, não fosse o contexto por trás dessa disputa.

Dourado afirmou há alguns dias, em uma declaração pra lá de infeliz, que apenas homossexuais contraem o vírus HIV e que alguém portador do vírus deve ter tido, em algum momento, um relacionamento homossexual, porque em uma relação homem/mulher é “impossível de pegar Aids”.

Também afirmou, em uma discussão acalorada com Angélica, que se ela não fosse mulher quebraria seus dedos e a deixaria desmaiada em um hospital, porque esse é o procedimento para quem aponta o dedo para ele.

Ocorre ainda mais uma polêmica sobre ele ter uma suástica tatuada no braço. Aí já é ignorância dos críticos, já que ele tem uma estampa oriental, onde este símbolo é bastante usado, até hoje, e nada tem a ver com as maluquices de Adolfinho Hitler e seus pares.

E inacreditavelmente o brucutu foi quem levou a melhor, permanecendo na casa, agora como forte candidato ao prêmio de R$ 1,5 milhão, o maior já pago na história do reality show de maior audiência do País.

Como jornalista que cobre o reality show, estava torcendo para que Dicesar fosse o eliminado da semana, para que as brigas continuassem. A eliminação de Angélica, que é chatinha a valer não foi de todo mal.

O que é um absurdo completo é o público (e aí não adianta falar que é o público de classes mais baixas, porque a audiência do BBB é comprovadamente formada por diversas classes sociais, inclusive as mais altas) premiar o comportamento de um cara assim. Não acho que nenhum dos três homossexuais mereça ganhar o programa, mas por questões de estratégia e comportamento. Agora, a decisão da Globo de fazer o BBB mais diversificado de todos os tempos parece não ter caído no gosto do grande público.

Será que essa é a real cara do brasileiro, esse povo tão misturado e com tantas diferenças. Será que na hora do vamos ver voltamos 200, 300 anos no tempo e para não correr o risco da mudança apoiamos os comportamentos que adoramos criticar?

Perdão pelo desvio na rota da coluna, que retoma seu rumo na semana que vem, com mais dicas de coisas legais da internet. É que ver gente assim correndo o risco de ganhar R$ 1,5 milhão dá nos nervos. Se a discussão te interessou, segue o brilhante texto escrito pelo amigo James na Folha Online sobre as bizarrices e contradições desta edição do programa.

 

 

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses e acompanha os BBBs por ossos do ofício – mas sempre acaba torcendo por um. Nesta edição, aposta em Cadu e acha que Cláudia protagonizará a Playboy do ano

Augusta

Essa é a rua da festa de um ano do Setedoses!

Renato Rocha Publica suas fotos às quartas-feiras no setedoses

A internet é – ou deveria ser – um meio facilitador da troca de ideias. Desde aquele papo descontraído, até colaboração em trabalhos ou mesmo ideias inspiradoras e profundas, conhecimento acadêmico e o que mais você puder imaginar.

Uma iniciativa sensacional neste sentido é o projeto TED. Com um slogan que diz algo como Ideias que valem a pena serem espalhadas, o site traz breves palestras (com cerca de 18, 20 minutos) com pessoas das mais diversas áreas (de saúde, negócios, design, artes, tecnologia e por aí vai).

 

O legal do site é que o teria tudo para se tornar um saco (algumas palestras são difíceis de serem assistidas in loco, imagina pela internet), talvez por conta da duração e da variedade de temas, se torna um exercício delicioso de pensamento.

Até há algumas, mas não vá ao TED esperando tutoriais. Para isso o Youtube é a melhor saída. O TED é muito mais para você conhecer ideias, iniciativas que estão dando certo pelo mundo.

E o bacana é que o projeto tem uma versão nacional, onde é possível ver conversas de pessoas famosas, outras nem tanto (muitas vezes as mais legais) e tudo com vídeos muito bem produzidos, o que torna a experiência ainda mais interessante.

 

Na próxima vez em que estiver de bobeira na internet, sem nada pra fazer, visitando sempre aqueles mesmos sites iguais, pense um pouco e dê uma passada no TED, depois pense muito.

 

 

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses

Estamos caminhando para um evento midiático sem precedentes. Há uma semana estreou na TV americana a última temporada do seriado Lost. Goste você ou não, é inegável a qualidade da série e a quantidade de fãs espalhados pelo mundo.

 

Lost mudou algumas coisas no jeito como assistimos a seriados. Foi uma das primeiras a ser baixada em larga escala pela internet e fez com que voluntários de todo o mundo se empenhassem em capturar e distribuir seus episódios, traduzindo-os do dia para a noite, como mostra essa reportagem do Link, caderno bacana do Estadão.

Também é a primeira vez que uma série é exibida no Brasil com apenas uma semana de diferença dos EUA. (Já é uma coisa, mas quem manda nessas coisas ainda não se ligou que uma semana é sim MUITA diferença).

Talvez por conta de seus mistérios, ou pelos atores bonitos, ou por causa de uma série de outros fatores, Lost acabou se tornando uma das séries mais populares e comentadas do mundo, com uma legião de fãs discutindo e teorizando sobre os possíveis desfechos da aventura dos sobreviventes do vôo 815. Há até uma Wikipedia só sobre a série.

Quando, daqui a uns dois meses, for exibido o capítulo final, que promete amarrar os fatos, estaremos diante de algo que nunca vimos antes. Há alguns anos eu acreditava que a ABC abriria o sinal em streaming para todo o mundo, saciando a curiosidade dos fãs de uma forma “legal”, sem ter que apelar para o download da madrugada de terça pra quarta. Hoje em dia duvido disso. Ainda assim, será um dos eventos mais comentados da TV americana, sem dúvidas.

Agora que já passou até na TV brasileira, se você ainda não viu o episódio inicial desta sexta temporada, tem aqui um texto que escrevi pro Terra comentando o que acontece. Cuidado com os spoilers caso não queira saber de algo. Eu vou indo nessa porque o episódio da noite passada me espera.

 

 

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras e acha o Ben um dos personagens mais fodas já criados para uma série de TV

Renato Rocha publica suas fotos e não tem nem ideia do que escrever às quartas-feiras no setedoses

Cezar Kirizawa

“P&B ainda, acho que estou clássico demais, ou será que tá chovendo demais e está tudo ficando monocromático, fotografia reflexo da vida!?” Cezar Kirizawa

Cezar, assim como eu, é apaixonado por fotografia e não é a tôa que é meu sócio!
Para ver mais sobre o seu trabalho acesse: czmk.wordpress.com

Renato Rocha publica as fotos que admira às quartas-feiras no setedoses

Tava passando, parei, olhei, enquadrei, fotografei e postei.

Renato Rocha publica suas fotos às quartas-feiras no setedoses