Com o volume desumano de informação que circula pela internet diariamente, fica cada vez mais difícil selecionar o que realmente interessa. E é comum, no meio do trabalho, dar de cara com uma entrevista em 4 partes que você adoraria ler, mas que acaba deixando de lado.

Um aplicativo que tenho usado muito ultimamente é o Instapaper. O funcionamento dele é muito simples, quase minimalista. Ao marcar uma página para ler depois, ela entra em uma lista que pode ser acessada em seu perfil no site, no celular, no iPad, no Kindle, entre outros dispositivos.

O que o Instapaper faz é “limpar” o site, deixando apenas texto e imagens. Sem menus, sem propagandas. Só o que realmente interessa: o conteúdo que você quer ler.

Ideal para momentos no trânsito, onde você lê no celular os links que foi coletando ao longo do dia.

 

Mas esta não é a única opção. Existem vários destes agregadores de conteúdo, que facilitam a vida e não fazem com que você tenha que entrar de site em site toda vez.

O Paper.li agrega os conteúdos do Twitter e do Facebook em uma espécie de revista virtual. Ideal para quem não fica o dia todo conectado nas redes e quer fazer um apanhadão de tempos em tempos.

Essa é pra quem tem iPad. O Flipboard dá um trato na organização das suas matérias favoritas e as transforma em uma revista interativa muito legal de ver com o tablet.

O Pulse é disponível para iPod Touch, iPhone, iPad e aparelhos com Android e funciona como o Flipboard. Testei no meu celular e a navegação é meio apertada por conta da tela. Mas num tablet um pouco maior deve ser uma delícia de usar.

 

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses

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A cloud computing (ou computação na nuvem, numa tradução livre) é uma das tendências da tecnologia para os próximos anos, ao lado da mobilidade. Consiste em aplicativos que rodam direto na internet, via navegador, sem a necessidade de instalação no computador.

 

Pouca gente sabe que existem extensões que substituem quase tudo que os softwares tradicionais fazem, são leves e na maioria das vezes de graça. Separei então alguns aplicativos da Web Store do Chrome, o navegador do Google (melhor opção atualmente, por ser leve, funcionar que uma beleza e dar muito pouco problema. O RockMelt, que indiquei há algumas semanas funciona com o mesmo sistema. Então essas dicas também servem pra ele).

Primeiro vamos à Web Store. Com interface amigável, é parecida com a da Apple. Passando o mouse sobre o escolhido aparecem algumas infos e avaliações dos usuários. Querendo instalar, com dois cliques está resolvido.

Sabia que é possível editar arquivos de AutoCad, o terror dos computadores modestos, direto do navegador? Claro que não funciona com a mesma robustez de um Mac, mas quebra um galho e tanto para arquitetos, designers e afins.

Precisa dar um trato nas fotos e está sem Photoshop? O Aviary resolve. Com interface parecida, funciona por camadas e corresponde à maioria das funções do sotware da Adobe.

Uma das ferramentas que mais me impressionou é o Audiotool. Quem já mexeu com editores de música vai achar a interface semelhante. Quem nunca mexeu, com algumas horas fuçando já domina boa parte das opções. O aplicativo já vem com uma série de samplers, mas você pode adicionar os que já tem no computador e quer usar. É de graça e funciona tão bem quanto programas caros.

Uma última dica é para quem quer fazer vídeos simples mas não quer usar o sofrível Movie Maker. O Stupeflix transforma suas fotos e clipes em um vídeo com visual mais bacana.

 

E há uma série de outros aplicativos, extensões e temas. Vale dar uma olhada. E se você ainda não sua o Chrome, baixa lá, que é de graça.

 

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses

Agora você pode conhecer museus de diversos países sem sair de casa, graças ao nosso querido Google. Lembram quando um grande jornal de São Paulo lançou uma coleção de livros com obras de arte, vendendo a ideia como a possibilidade de visitar museus sem precisar viajar? O Google levou a coisa a outro patamar com o lançamento do Art Project.

 

Usando a mesma ferramenta do Google Street View, agora é possível fazer um tour por 17 museus de 11 cidades, com mais de mil obras em alta definição. O vídeo abaixo mostra como funciona:

 

Além disso, 17 obras estão em “superdefinição”, com detalhes que não são vistos a olho nu.

 

O Google Art Project, obviamente, não substitui a experiência da visita ao museu, mas possibilita a estudantes, artistas e interessados em cultura em geral uma chance de conhecer obras de maneira mais interativa que nas páginas de um livro.

 

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses

No início do mês, quando eu estava de molho, foi lançado o navegador RockMelt, uma opção pronta para quem quer integração com diversos perfis de redes sociais. Um pouco atrasado, resolvi testar esta semana. E estou adorando.

 

 

Uma vantagem é que o RockMelt usa o mesmo código do Chrome, o navegador do Google – que era meu navegador padrão há mais de ano. Com isso, a navegação e o uso de extensões continuou igual. Outra maravilha é que você tem nas laterais seu perfil no Facebook, sua timeline no Twitter, e quais outras desejar, podendo compartilhar o conteúdo que você está vendo com apenas um clique.

 

O vídeo abaixo mostra como ele funciona:

 

O RockMelt ainda tem uns bugzinhos, mas nada muito grave. Achei a melhor opção atual e tenho usado várias funções. Para quem fica o dia inteiro com o Facebook, e-mail, Twitter aberto – meu caso – é uma mão na roda.

 

Quem quiser experimentar, só colocar um comentário. Tenho alguns convites aqui.

 

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses

Você se lembra em quem votou nas últimas eleições? E como pretende acompanhar os trabalhos dos candidatos escolhidos nas eleições do fim do ano?

Há alguns dias entrou no ar um projeto muito interessante, o Eu Lembro, da WebCitizen, que te ajuda a monitorar o trabalho dos políticos nas redes sociais.

Funciona assim: você escolhe quais políticos quer “seguir”. Assim, você recebe informações sobre o que é falado sobre eles no Twitter, Youtube etc. Após as eleições, é possível ainda acompanhar notícias e os projetos de lei apresentados pelos candidatos escolhidos.

Bem legal para deixar registrado em quem você votou ou quais políticos que te interessa acompanhar o trabalho. E pra deixar de resmungar toda vez falando que não dá pra saber no que os políticos estão trabalhando.

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses.

Compilei alguns links de assuntos que foram relevantes esta semana e podem geral alguma discussão:

Um dos assuntos da semana foi a discussão sobre a mudança nas leis do direito autoral no Brasil, que sofrerão uma revisão, desta vez incluindo aspectos relativos à internet. Nos EUA a lei também sofreu mudanças e ficou mais branda. Aqui é possível opinar sobre a lei brasileira, que recebe sugestões até 31 de agosto. Aqui é possível ver o que mudou na lei americana, o que deve mudar na brasileira e opiniões sobre o estado atual.

A Receita Federal mudou as regras para a entrada de alguns objetos no Brasil. Agora, câmeras fotográficas e celulares são considerados objetos de uso pessoal, e não precisam mais ser declarados quando o passageiro sai do Brasil. Aqui você vê o que muda e aqui há uma opinião interessante, de gente que acha que isso pode ser uma cilada para taxar ainda mais os produtos eletrônicos.

Aqui você pode ler uma interessante reflexão sobre como as parafernálias que os celulares possuem está acabando com os telefonemas.

E para terminar uma dica que me pareceu muito útil: se você, assim como eu se distrai com aquele monte de possibilidades ao ver um vídeo do youtube e acaba não prestando atenção no vídeo que está rolando, com isso aqui é possível retirar tudo em volta e deixar só o player em questão. Estou usando.

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses

O Facebook é um fenômeno. Lançada em fevereiro de 2004 por Mark Zucherberg – de seu dormitório na Universidade de Harvard – , a rede antes voltada apenas para estudantes, cresceu absurdamente em hoje já tem mais de 400 milhões de usuários ativos no mundo.

(Tente imaginar dois Brasis onde todo mundo fizesse parte ativamente de uma rede social. Parece pouco quando se trata do mundo, mas o número fica mais representativo quando pensamos que ele não é tão popular em grandes mercados, como China e Japão, o que dá ainda mais espaço pra ele crescer).

Interessante pensar como um modelo de negócio criado para estudantes conseguiu virar uma potência avaliada em mais de US$ 300 milhões. Sabe aquela coisa que tínhamos em 2007, 2008 de pegar os “orkuts” das pessoas que conhecíamos? É meio isso que ocorre hoje em dia, principalmente nos EUA e na Europa, e que segue popular e crescendo.

Tanto que vender informações de perfis do Facebook virou um crime bem rentável, como mostra essa notícia.

Trabalhando agora com isso percebo mais de perto alguns aspectos interessantes: o quanto as pessoas se expõem na internet e como o grau de exposição ainda é algo que os usuários não sabem lidar bem; como é um meio simples de atingir muita gente expondo seu produto ou a sua companhia; e como o Brasil no geral ainda engatinha com tudo isso.

Esse infográfico conta um pouco do histórico do Facebook. É meio grande para colocar aqui, então fica mais fácil clicar, que aí você já vê grandão e bonitão. Aproveita e deixa ali embaixo sua opinião sobre essa coisa de exposição na internet. Vai ser o ponto de partida de uma série de discussões que teremos por aqui nas próximas semanas.

Thiago Kaczuroski, o Kazu, escreve às quartas-feiras no Sete Doses e agora trabalha mais de perto com essa coisa louca chamada internet.